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Comandante da UNIFIL pede fim dos conflitos na fronteira entre Israel e Líbano

Após um encontro com oficiais militares do Líbano e de Israel nesta quinta-feira (02/06), o Comandante da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), Major-General Alberto Asarta Cuevas, disse que vai investigar os crimes cometidos em 15 maio, quando 12 pessoas foram mortas durante protestos nas Colinas de Golã e no Território Ocupado da Palestina.

“É extremamente importante que façamos o máximo para evitar futuros incidentes que levem a violações da Resolução 1701, bem como prevenir vítimas civis, aumento de tensões e do perigo”, disse Cuevas.

A Resolução 1701 da ONU pede para o fim completo das hostilidades na guerra que já dura um mês entre Israel e o Hezbolah, traçando uma fórmula para a retirada das Forças de Defesa israelenses do sul do Líbano e fornecendo ajuda de até 15 mil membros das forças de paz da ONU para ajudar tropas libanesas a assumirem o controle da área.

Fonte: http://onu.org.br/comandante-da-unifil-pede-fim-dos-conflitos-na-fronteira-entre-israel-e-libano/

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Brasil vai liderar força marítima da ONU no Líbano

Missão tem o objetivo de impedir a entrada ilegal de armas no país

Maurício Moraes, do R7 (Publicado em 19 de janeiro de 2011)

O Líbano tem apenas 225 km de costa (pouco maior que o litoral de Pernambuco), mas um volume imenso de problemas.  Em algumas semanas, o controle das conturbadas águas libanesas estará a cargo de um brasileiro, o contra-almirante Luiz Henrique Caroli, que vai comandar a força tarefa marítima da ONU (Organização das Nações Unidas), a MAT.

Carolli vai liderar oito embarcações, com 800 oficiais e marinheiros de cinco nacionalidades. Sua principal tarefa será impedir a passagem de armamentos nas águas libanesas. O Brasil ainda estuda, por meio do Ministério da Defesa, a possibilidade de enviar tropas para a região.

A MAT, primeira missão de paz marítima da ONU, é subordinada à Unifil, a missão da ONU que desde 1978 patrulha a fronteira entre Líbano e Israel.

A região é reduto do grupo fundamentalista Hezbollah, que, além de ser um partido político, mantém uma milícia armada na fronteira, com ataques a Israel, que considera o movimento terrorista.

Nesta semana, o Hezbollah se retirou do governo libanês, provocando a queda do primeiro-ministro Saad al Hariri (que continua governando até passar o poder ao sucessor). A queda ocorreu porque uma investigação da ONU deve responsabilizar militantes do grupo pelo assassinato em 2005 do ex-primeiro-ministro Hafik al Hariri, pai do atual governante.

O episódio também pode reavivar a guerra civil libanesa (1976-1990), um conflito entre diversos grupos religiosos que destruiu o país. É com este cenário que o Brasil irá liderar a força naval da ONU. Além dos problemas atuais, o almirante Carolli tem outros desafios pela frente – estudos recentes mostram a existência de gás no subsolo da costa libanesa e de Israel. Poderá ser mais combustível para uma região já explosiva.

R7 – O que farão os militares brasileiros no Líbano?
Contra-almirante Caroli –
O Brasil vai liderar a MAT [Força Tarefa Marítima], subordinada à Unifil [missão de paz da ONU no Líbano]. A Unifil foi estabelecida em 1978, com 3.000 homens. Depois, ampliada para 15 mil homens. Em 2006, ganhou um componente naval, a primeira força de paz marítima da ONU, que agora será comandada por nós, que estaremos subordinados ao comandante da Unifil. Além da minha pessoa, oito oficiais vão ir ao Líbano, para compor o Estado maior do comando da MTF.

R7 – O Brasil deve mandar tropas também?
Caroli –
Contingente de terra não sei quanto vai, nem quantos serão, nem se vão. Essa informação é o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas. Caso eles decidam mandar, é preciso ainda a aprovação pelo Congresso. O que eu posso dizer é que os fuzileiros navais estão prontos. Eu não sou fuzileiro, mas a informação que eu tenho é que tem um grupamento do porte do que está hoje no Haiti, de cerca de 130 homens, pronto para ir ao Líbano, se for chamado.

R7 – O Brasil também vai enviar alguma embarcação?
Caroli –
Brasil está estudando o envio de uma fragata, seria o navio capitânia [embarcação onde fica o comando da operação]. Se a Marinha concluir que pode, já que querer ela quer, tem de ver se ela pode, tem de propor ao ministério [o Ministério da Defesa diz que não haverá o envio].

R7 – Como se deu o convite da ONU ao Brasil?
Caroli –
Com a retirada da Itália [da liderança da missão], a ONU começou a buscar o Brasil. No meu ponto de vista, o Brasil foi escolhido pela boa estrutura [militar], pela presença do Brasil no cenário internacional e o desempenho dos militares brasileiros nas missões de paz. E houve aceitação de Israel e Líbano. O Brasil é visto como um povo que aceita a diferença, de não beligerância, de postura pacífica.

R7 – Com que tipo de situação os brasileiros vão lidar?
Caroli - 
A MTF é composta de oito navios de cinco nacionalidades – alemães, gregos, turcos, indonésios e de Bangladesh.  A primeira missão é impedir armas não autorizadas pelo governo libanês no território do país. As forças internacionais vão interrogar e, em caso de dúvida, encaminhar as embarcações para serem inspecionadas pela Marinha libanesa. A segunda missão é justamente treinar a marinha libanesa.

R7 – Nesta semana, o Líbano voltou a preocupar o mundo com a saída do partido radical Hezbollah do governo de coalizão liderado pelo primeiro-ministro Saad al Hariri. Quais são as consequências disso para a Unifil?
Caroli –
Essa situação é muito delicada. A saída do Hezbollah do governo [de coalizão, que provocou a queda do gabinete] seria um fato político normal se não fosse pela forma como ocorreu. Isso começou porque foi instaurada uma investigação para a morte do ex-primeiro-ministro [Hafik al Hariri, pai do atual governante, assassinado em 2005]. Segundo o que promotor vai apresentar ao juiz, teria gente do Hezbollah envolvida no atentado. Especialistas dizem que isso podem levar a um conflito. O resultado está mexendo muito com a política interna lá, porque o Hezbollah é um partido, tem representação política.

R7 – Qual é o impacto dessa missão na imagem das Forças Armadas? Há ganho de prestígio?
Caroli –
Prestígio nós já temos, e por isso fomos convidados, pelo profissionalismo das nossas tropas. Também porque as tropas brasileiras sabem misturar humanidade, como forma de ser, com o profissionalismo, o que já mostramos no Haiti. Além disso, a missão é uma oportunidade de as tropas realizarem uma operação real. Você está tendo contato com outra Marinha, está vendendo a imagem do país como competente, e mostrar competência é uma mostra do papel de dissuasão. Eu acho positivo. Vai desempenhar, não vai treinar, é missão real.

Fonte: http://noticias.r7.com/internacional/noticias/brasil-vai-liderar-forca-maritima-da-onu-no-libano-20110119.html

Aprovado envio de militares brasileiros ao Líbano

O Senado aprovou, na quinta-feira (9/12), a participação do Brasil na Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). O Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 682/10 autoriza o envio de um oficial general, quatro oficiais superiores e quatro praças, todos da Marinha do Brasil, a fim de integrar o componente maior da Unifil. As informações são da Agência Senado.

As Nações Unidas (ONU) têm atuado na redução dos conflitos entre Líbano e Israel desde 1978. A Unifil, força de interposição entre o Líbano e Israel, tem entre suas missões conceder assistência humanitária à população civil ao longo da fronteira em disputa. Conta com forças militares de diversos países.

Ainda de acordo com a exposição de motivos, a participação do Brasil na missão de paz da ONU no Haiti fez com que o país fosse procurado para eventualmente contribuir com pessoal e equipamentos para a Unifil.

“Ao ajudar a preservar um clima de paz no sul do Líbano, condição necessária para favorecer a retomada do diálogo entre os principais atores, a participação na Unifil ampliaria a ação internacional do país na manutenção da paz e da segurança internacionais e contribuiria para diversificar a experiência das Forças Armadas brasileiras no exterior”, argumenta o governo no texto.

A matéria chegou ao Senado em regime de urgência. O relator do projeto, senador Pedro Simon (PMDB-RS), elogiou a iniciativa. “Com muita simpatia vejo o Brasil estender a mão para colaborar, com as suas forças, com o que for possível, para a pacificação daquela região” disse Simon. 

Fonte: Conjur

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