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Emboscada no Sudão causa morte de 4 “capacetes azuis” nigerianos

Cartum, 3 out (EFE).- Pelo menos quatro soldados nigerianos, todos integrantes da missão conjunta da ONU e da União Africana na região sudanesa de Darfur (UNAMID), morreram na noite de ontem em uma emboscada nesta província, informaram as autoridades nesta quarta-feira.

Em comunicado, a missão da ONU assinalou que outros oito integrantes da patrulha nigeriana também ficaram feridos no ataque, mas, no entanto, não apontou quem seriam os supostos autores desta ação.

A emboscada foi realizada somente a dois quilômetros da sede regional da UNAMID, localizada na cidade de Al Genina, capital de Darfur do Oeste, na fronteira com Chade.

De 2008 até janeiro de 2012, pelo menos 35 soldados da UNAMID, que é composta por cerca de 9 mil pessoas, morreram em diferentes ataques e acidentes, segundo a ONU.

Registrado depois dessa data, o último ataque ocorreu no último dia 13 de agosto, quando um “capacete azul” bengalês morreu e outro ficou ferido em um ataque contra um centro da UNAMID na cidade de Nyala (Darfur do Sul).

O conflito de Darfur começou em janeiro de 2003, quando dois grupos armados se rebelaram contra o governo de Cartum pela situação de pobreza na qual essa região se encontrava imersa.

Desde então, umas 300 mil pessoas morreram e pelo menos 2,5 milhões se viram obrigadas a abandonar suas famílias, revelam os dados da ONU.

Fonte: UOL

 

 

 

Mia Farrow lidera campanha contra presença do Sudão na ONU

Mia Farrow será líder do movimento Stop Sudão, que pretende impedir a candidatura deste país ao Conselho de Direitos Humanos da ONU . Foto: AFP

Mia Farrow será líder do movimento “Stop Sudão”, que pretende impedir a candidatura deste país ao Conselho de Direitos Humanos da ONU
Foto: AFP

A atriz americana Mia Farrow será líder do movimento “Stop Sudão”, uma campanha internacional que tem como finalidade impedir a candidatura deste país ao Conselho de Direitos Humanos da ONU a partir de 2013.

A organização da iniciativa, formada por 30 ONG’s, informou nesta quinta-feira que a imagem de Mia será usada em uma campanha legal e diplomática para pedir que a ONU rejeite a candidatura do país.

A atriz visitou o continente africano em diversas ocasiões para chamar a atenção sobre a situação da população de Darfur, vítima de crimes contra a humanidade e de guerra cometidos pelo governo sudanês do presidente Omar Al Bashir. Além disso, recentemente denunciou os intensos bombardeios na região.

Em carta apresentada nas Nações Unidas, as ONG”s argumentaram que o Sudão não pode fazer parte do Conselho de Direitos Humanos porque seu governo está sendo acusado pelo Tribunal Penal Internacional por genocídio contra a população de Darfur.

Hillel Neuer, diretor-executivo da UN Watch, uma das organizações que fazem parte do movimento, declarou em comunicado que “escolher o Sudão para fazer parte do órgão de direitos humanos da ONU é como colocar ”Jack, o Estripador” à frente de abrigos para mulheres”.

“Estou preocupado porque enquanto a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e muitos outros diplomatas ocidentais falaram alto e claro contra a candidatura da Síria no ano passado, até agora não foi vista nenhuma reação à candidatura do Sudão”, declarou.

O grupo enviou uma carta aos 193 Estados-membros da ONU, na qual lembrou que para fazer parte do Conselho é preciso “demonstrar e manter os padrões mais elevados na promoção e proteção dos direitos humanos”.

Fonte: Terra

ONU condena ataque contra Minuad em Darfur

Nova Iorque – O Conselho de segurança da ONU condenou veementemente terça-feira um ataque contra a Missão de manutenção de paz conjunto ONU-União Africana (Minuad) na região sudanesa de Darfur que causou a morte de um dos seus agentes da polícia.

 Os membros do Conselho de Segurança “condenaram veementemente o ataque executado por homens não identificados contra o gabinete” da Minuad situado em Nyala, no sul de Darfur, durante o qual um soldado bangladês foi morto e um outro ferido, precisa o Conselho num comunicado.

 Os membros do Conselho apelam ao governo sudanês “a abrir com urgência um inquérito e levar à justiça os autores do ataque”.

 Segundo a Minuad, 38 membros da missão foram mortos em quatro anos.

O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, indicou em Abril num relatório destinado ao Conselho de segurança que a criminalidade aparece “como a maior ameaça para os civis e os funcionários humanitários” em Darfur, incluindo os campos de deslocados.

O Conselho de segurança decidiu, a 31 de Julho, reduzir os efectivos da Minuad, que conta com 23.500 homens, devido a “melhoria da segurança ao longo da fronteira entre o Sudão e o Tchad e no norte de Darfur na sequência da reaproximação entre o Sudão e o Tchad e entre o Sudão e a Líbia”.

O banditismo, as violências tribais e os combates entre os rebeldes e o exército sudanês continuam frequentes em Darfur, ainda que em grau médio, que durante o pico das violências de 2003-2004, após o revolta de grupos não árabes contra o governo de Cartum.

Fonte: Angola Press

 

 

 

Policial da Força de Paz da ONU e União Africana é morto em Darfur

Um policial de Bangladesh que integrava uma das Unidades de Polícia Formada da Missão Conjunta das Nações Unidas e da União Africana em Darfur (UNAMID) foi morto e outro ficou ferido na madrugada deste domingo (12) em Nyala, Darfur do Sul, no Sudão.

“O ataque contra nossos membros da força de paz écovardemente deplorável e nossos pensamentos vão para as famílias e amigos do falecido e do ferido”, disse o Representante Especial Conjunto Aichatou Mindaoudou, destacando que o ato constitui crime de guerra de acordo com a lei internacional.

O ataque aconteceu por volta das 3h15, quando homens atiraram contra integrantes da missão que estavam no centro de policiamento comunitário dentro do campo de deslocados Otash. Os criminosos fugiram depois de policiais responderem com tiros.

Mindaoudou pediu que o Governo do Sudão continue empenhado em levar os responsáveis a julgamento.

A UNAMID é encarregada de proteger os civis, promovendo um processo de paz inclusivo e ajudando a assegurar a assistência humanitária em Darfur.

Desde o começo da missão, quase 120 civis, militares e policiais que trabalham pela paz foram mortos em ações hostis.

 

 

 

Fundos dos Capacetes Azuis em Darfur são roubados

Ladrões armados roubaram domingo mais de 300.000 dólares destinados à UNAMID, a missão de manutenção da paz conjunta da ONU e da União Africana em Darfur, no oeste de Sudão, disseram fontes próximas ao caso.

A UNAMID foi informada que um veículo que transportava fundos foi atacado por homens armados em Nyala, a capital do Estado de Darfur do Sul, informou Christopher Cycmanick, um dos porta-vozes da missão.

Informou que o incidente não deixou vítimas, mas que os ladrões conseguiram levar “uma soma de dinheiro não divulgada”.

Outras fontes informadas sobre o roubo afirmaram que os ladrões roubaram 300.000 dólares destinados à UNAMID.

O banco em questão, Bank of Khartoum, não quis comentar o caso.

A criminalidade, as violências tribais e os combates entre rebeldes e o exército sudanês continuam em Darfur apesar de um nível menor que durante o pico de violência de 2003 e 2004, depois o levante de grupos não árabes contra o regime de Cartum.

UNAMID dispõe de milhares de Capacetes Azuis, militares e policiais, com um orçamento de cerca 1.400 milhões de dólares para 2012-2013.

Fonte: Veja

 

 

 

Desmond Tutu em missão de paz no Sudão

Cidade do Cabo (RV) – O arcebispo anglicano emérito de Cidade do Cabo e vencedor do Nobel da Paz, Desmond Tutu, lidera uma delegação internacional que está em Juba irá sucessivamente a Cartum, para tentar mediar as negociações de paz entre Sudão e Sudão do Sul, no primeiro aniversário da independência do Sul, proclamada em 9 de julho de 2011.
Com Tutu na delegação estão também o ex-Presidente da Finlândia também vencedor do Nobel da Paz, Martii Athisaari, e a ex-Presidente da Irlanda e Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Mary Robinson.
O Sudão do Sul se tornou independente de Cartum em obediência ao Acordo de Paz global que em 2005 colocou fim a mais de 20 anos de conflito civil. Entre março e abril passados, agravaram-se os atritos entre os dois países por causa das jazidas de petróleo situadas em uma linha de fronteira traçada pelos colonizadores ingleses em 1956.
O Conselho de Segurança da ONU ameaça sanções aos dois países se, não obstante a ajuda da mediação da União Africana, não conseguirem resolver a controvérsia até o dia 2 de agosto.

Fonte: Rádio Vaticano

Hoje Sudão do Sul completa um ano de vida

Cidadãos do Sul do Sudão celebram aniversário da independência de um ano do país. (ONU/ I. cassetete)

“Quero estender meus mais calorosos cumprimentos e melhores votos para a República do Sudão do Sul em seu primeiro aniversário de independência. Tive a honra de participar da cerimônia de independência em Juba, e fiquei profundamente impressionado com o compromisso do país com a paz”, disse o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon em uma mensagem especial para a ocasião.

“As pessoas do Sul do Sudão fizeram enormes sacrifícios para chegar a este momento histórico, e felicito-os por tornar realidade suas aspirações de longa data”, acrescentou. “Espero que o povo do Sudão do Sul desfrute de um maior bem-estar a cada dia da Independência, e que todos seus cidadãos possam viver em harmonia e paz.”

O Sudão do Sul tornou-se o mais novo país do mundo em 9 de julho de 2011. Seu nascimento foi a culminação de um processo de paz de seis anos que ajudou a pôr fim ao longo conflito entre o Sudão do Sul

Fonte: ONU Brasil

Conflito tribal matou 900 em três meses no Sudão do Sul, diz ONU

Quase 900 sul-sudaneses morreram durante uma onda de violência envolvendo tribos pecuaristas rivais entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012, afirmou a Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira, criticando o Exército do recém-criado país por sua incapacidade de proteger civis.

O Sudão do Sul, que se separou do Sudão há um ano, vem tentando impor a sua autoridade num país subdesenvolvido do tamanho da França e inundado por armas de fogo.

Num dos episódios mais sangrentos desde a independência, cerca de 7.000 jovens fortemente armados da tribo Lou Nuer atacaram aldeias pertencentes à tribo rival Murle, no Estado de Jonglei (leste), roubando dezenas de milhares de cabeças de gado e sequestrando mulheres e crianças.

Dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido ao incidente, que matou 612 pessoas e desencadeou uma onda de retaliações que provocou outras 276 mortes, segundo relatório da divisão de direitos humanos da Missão da ONU no Sudão do Sul.

A cifra de mortos estimada pela ONU é inferior à apresentada inicialmente por autoridades locais, que falaram em 2.000 a 3.000 mortos. O relatório disse que a missão da própria ONU também não conseguiu controlar a violência por estar carente de soldados e equipamentos.

Em nota, a alta comissária de Direitos Humanos da entidade internacional, Navi Pillay, disse ser vital que “os perpetradores e instigadores de todos os lados sejam responsabilizados”.

Fonte: Terra

ONU confirma saída de tropas sudanesas de Abyei

NOVA YORK, EUA, 29 Mai 2012 (AFP) -As tropas sudanesas saíram nesta terça-feira da região de Abyei, disputada por Juba e Cartum, informou um porta-voz das Nações Unidas à AFP.

O Sudão do Sul já havia retirado suas forças armadas do território, após o Conselho de Segurança da ONU pedir às partes que abandonassem a região em disputa.

“A missão de manutenção de paz das Nações Unidas em Abyei (UNISFA) confirmou que a retirada das Forças Armadas Sudanesas (SAF) da área de Abyei foi concluída na tarde de hoje”, disse o porta-voz Kieran Dwyer.

A soberania de Abyei é um dos conflitos centrais entre Sudão e Sudão do Sul, que têm mantido uma rotina de ataques ao longo da imprecisa fronteira comum.

A saída acaba com um ano de ocupação e ocorre no dia do reinício das negociações entre Sudão e Sudão do Sul, em Adis Abeba, sob patrocínio do mediador da União Africana, Thabo Mbeki.

Fonte: Terra

Tribunal da ONU emite mandado de prisão contra ministro da Defesa do Sudão

O promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional, TPI, emitiu um mandado de prisão do ministro da Defesa do Sudão, Abdelrahim Mohamed Hussein.

Segundo Luis Moreno Ocampo, Hussein é acusado de participação em crimes de guerra e contra a Humanidade, cometidos na província de Darfur entre 2003 e 2004.

Recrutamento

O promotor-chefe afirmou que há indicações de que as forças do Estado sudanês, coordenadas por Hussein, realizaram ataques contra civis. Os crimes foram cometidos em cidades e aldeias do oeste de Darfur. Durante o cerco, as áreas também foram bombardeadas. Há relatos de que os locais foram saqueados levando 4 milhões de pessoas a fugir da violência.

Este é o quarto caso do TPI contra acusados de crimes em Darfur. Em 2007, foram emitidos mandados de captura contra Ahmad Harun e Ali Kushayb. O presidente do Sudão, Omar Al-Bashir também é procurado por crimes de guerra e contra a Humanidade e genocídio.

No próximo dia 15, Luis Moreno Ocampo estará em Nova York para discursar, no Conselho de Segurança, sobre a violência em Darfur.

Fonte: JB

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