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ONU condena assassinato de parlamentar e bombardeios suicidas na Somália

O Representante Especial do Secretário-Geral e chefe do escritório político da ONU para a Somália (UNPOS), Augustine P. Mahiga (UNPOS)

O Representante Especial do Secretário-Geral da ONU e chefe do escritório político das Nações Unidas para a Somália (UNPOS), Augustine P. Mahiga, condenou no sábado (22) a morte do membro do novo parlamento da Somália, Mustafa Haji Maalim, e pediu uma investigação independente do crime para levar os responsáveis à justiça.

“”Estou chocado e indignado com o assassinato do Exmo. Maalim. Esses atos covardes de assassinatos e bombardeios indiscriminados não podem deter a notável coragem do povo somali, cuja tenacidade e determinação superou obstáculos formidáveis e nos trouxe onde estamos agora”, afirmou o Representante.

Os ataques com uso de bombas a que Mahiga se refere foram realizados quinta-feira (20) por homens-bomba que provocaram pelo menos duas explosões em um restaurante popular em Mogadíscio, matando 12 pessoas, incluindo jornalistas e policiais. Até agora, nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelas explosões.

Já o parlamentar Maalim foi morto por um homem armado não identificado no sábado (22) pela manhã.

“Este ataque, que se realiza em um momento em que as pessoas saudaram o processo popular para a consecução das instituições mais legítimas e representativas, é uma afronta à vontade do povo somali e um ataque ao retorno da normalidade para a Somália”, disse Mahiga. “Nós não vamos deixar o ímpeto pela estabilidade, duramente conquistado, ser afetado por esses eventos”.

O Conselho de Segurança também condenou (21) fortemente os atentados, acrescentando que é “deplorável” que os somalis estejam sendo alvos após os avanços importantes das últimas semanas no sentido de completar a transição do país.

“Após a Somália dar um passo tão importante na conclusão da transição, é lamentável que os somalis sejam novamente alvo de quem não deseja ver uma Somália mais pacífica”, afirmou o órgão de 15 membros em um comunicado emitido para a imprensa. “Os membros do Conselho sublinham a sua determinação em apoiar a Somália nos seus esforços para a paz e a reconciliação”, acrescentou o comunicado.

 

 

 

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Novo Parlamento toma posse na Somália

Quase todos os novos membros do Parlamento da Somália foram empossados nesta segunda-feira, mas não realizarão agora nenhuma votação para a escolha de um presidente para o país africano.

A posse do Parlamento coincide com o fim formal do mandato de uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU) na Somália e havia a expectativa de que os legisladores somalis elegeriam imediatamente um presidente.

“A eleição presidencial não acontecerá hoje”, disse o deputado Aweys Qarni antes da posse do Legislativo. “A comissão eleitoral ainda precisa ser formada. Ainda há trabalho a ser feito antes da eleição presidencial”, prosseguiu. Outros deputados confirmaram o adiamento.

A escolha dos 275 membros do Parlamento sofreu uma série de atrasos em meio a denúncias de intimidação e corrupção, o que fez com que as eleições indiretas de um presidente para o Parlamento e de um presidente para o país fossem postergadas. Ainda não se sabe quando acontecerá essa votação.

Das 275 cadeiras a serem ocupadas, apenas 211 deputados foram empossados hoje pela justiça eleitoral. As eleições indiretas para presidente do Parlamento e para presidente do país ocorrerão somente quando todos os legisladores tiverem sido empossados. A expectativa é de que isso ocorra nos próximos dias.

A Somália não tem governo central desde 1991, quando senhores da guerra derrubaram o ditador Mohamed Siad Barre e depois voltaram-se uns contra os outros. A partir de 2004, governos provisórios apoiados pela ONU passaram a ser formados, mas todos eles tiveram extrema dificuldade para impor autoridade. A ONU espera que as recentes reformas políticas realizadas no país ajudem no estabelecimento de um governo capaz de atender às necessidade da população. As informações são da Associated Press e da Dow Jones

Fonte: Diário do ABC

 

 

 

Atletas da Somália desafiam terrorismo para competir nos Jogos de Londres

Confundidos por terroristas suicidas pelo Exército da Somália e vistos como “loucos” por alguns moradores da capital Mogadíscio, os atletas que compõem a equipe olímpica do país parecem treinar para uma corrida de obstáculos, embora nenhum deles vá competir nesta categoria nos Jogos Olímpicos de Londres.

Durante os últimos seis meses, os atletas que buscavam uma vaga na Olimpíada tentavam apagar cenas da violência da Somália enquanto corriam pelas ruas empoeiradas da capital e treinavam no estádio de Konis, cujas instalações são testemunhas de mais de 20 anos de conflito.

“Quando corria pelas ruas de Mogadíscio, os soldados do governo nos paravam em cada controle de segurança para comprovar se éramos terroristas suicidas. Era muito duro parar a todo momento, um desafio para o corpo e a mente”, disse a jovem corredora Amal Mohamed.

“Ouvia tiros enquanto treinava, depois nós éramos inspecionados pelas tropas governamentais; isso afetava nossos músculos”, comentou a corredora dos 200 metros livres.

No caso de Amal, assim como no de Zamzam Mohammed Farah, a dificuldade era maior por serem mulheres. Vivendo em uma sociedade machista, muitos não entendiam a prática de esportes e inclusive as tachavam de “taradas”.

A preparação para a Olimpíada não foi a mais adequada, ainda mais depois que as tropas governamentais e as forças multinacionais da Missão da União Africana da Somália (AMISOM) começaram a travar duelos com a milícia fundamentalista islâmica Al Shabab.

Os radicais islâmicos, que em fevereiro declararam união formal à rede terrorista Al Quaeda, tinham, há dez meses, suas bases instaladas na capital Mogadíscio, mais precisamente no estádio de Konis, onde não era permitida a prática de esportes.

No entanto, a situação melhorou notavelmente para os atletas nos últimos meses, já que com a retirada de Al Shabab de Konis, em agosto, a população voltou a praticar esportes e acompanhar competições pela televisão, algo proibido até então.

A melhora relativa da qualidade de vida na capital da Somália – onde o Al Shabab continua provocando atentados, como o que tirou a vida do presidente do Comitê Olímpico local, Adam Haji Yabarow, em abril – permitiu uma seleção de esportistas satisfatória.

“O problema em nosso país (em conflito permanente desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre) não nos afetará. Espero ter a oportunidade de ganhar uma medalha, porque treinei muito”, indicou Mohammed Hassan Mohammed, de 19 anos, que participará das provas de 500m e 1.500 m.

“Estou muito contente em participar dos Jogos Olímpicos de Londres representando o meu país. Se ganho, será um êxito para a Somália e se não, um fracasso”, disse Zamzam Mohammed Farah.

“Mas minhas esperanças são grandes”, declarou a corredora de 400 metros, após uma sessão de treino nas instalações do estádio de Konis.

O treinador Ahmed Ali Abiikar tem confiança absoluta nos esportistas que superaram todos os tipos de dificuldade para competir na Olimpíada. “Participamos de várias competições mundiais de atletismo, portanto temos experiência”, destacou Abiikar.

“Voltaremos com medalhas”, assegurou o técnico.

Fonte: UOL

 

 

 

Fim de transição política representa ‘ponto de partida histórico’ para a Somália, diz Ban Ki-moon

O fim do período de transição na Somália e a adoção de uma nova constituição provisória representam um “ponto de partida histórico” para o país, afirmou hoje (01/06) o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em seu discurso durante a segunda Conferência de Istambul sobre a Somália. Ban enfatizou a necessidade de apoio da comunidade internacional para a próxima fase política que começará no país.

“Minha mensagem para esta conferência e para o mundo é: comprometam-se com a assistência de longo prazo para a Somália”, disse o Secretário-Geral, acrescentando que os recursos financeiros, bem como o envolvimento com o país são essenciais para ajudar a enfrentar alguns de seus principais desafios, incluindo a pirataria, o terrorismo e a seca.

Conhecida como Istambul II, a conferência de dois dias reúne o setor privado, doadores, autoridades somalis, a ONU – incluindo o Presidente da Assembleia Geral, Abdulaziz Al-Nasser – e sociedade civil para se concentrar na recuperação e desenvolvimento do país, bem como no suporte para a transição política.

Depois de décadas de guerra, o país no Chifre da África está passando por um processo de paz e reconciliação nacional. As Instituições Federais de Transição da Somália estão atualmente implementando um roteiro, elaborado em setembro de 2011, que estabelece medidas prioritárias a serem realizadas antes do fim do atual regime transitório, que deve terminar em 20 de agosto.

No próximo mês, o país adotará nova Constituição Provisória e membros do parlamento serão selecionados por conselheiros da Somália, com a ajuda de um Comitê Técnico de Seleção, para garantir que os candidatos preencham os critérios pré-estabelecidos em acordo.

“O fim da transição marca o início de uma nova fase no processo político”, completou Ban. “Uma nova fase de diálogo inclusivo, onde todas as vozes devem ser ouvidas.”

Três agentes humanitários morrem na Somália, diz ONU

Um homem armado matou três funcionários somalis de organizações humanitárias, incluindo dois que trabalhavam no Programa Alimentar Mundial da ONU (WFP) na Somália, nesta sexta-feira, disseram funcionários da área de desenvolvimento.

O ataque ocorreu na cidade de Matabaan, no centro da Somália, em uma região sob o controle do grupo Ahlu Sunna, que apoia o governo somali.

“Foi um ataque chocante. Um homem armado abriu fogo e matou um funcionário de uma ONG local e dois membros do Programa Alimentar Mundial durante o dia de distribuição”, disse à Reuters Abdi Ali Moalim, funcionário de uma entidade humanitária em Matabaan.

Um funcionário da WFP na capital somali, Mogadíscio, disse que dois de seus membros morreram no ataque.

No mês passado, o grupo rebelde islâmico al Shabaab, que controla partes do centro e do sul da Somália, anunciou uma proibição à presença das 16 agências humanitárias em seu território.

Militantes invadiram e saquearam escritórios das organizações de ajuda, que lutam para ajudar dezenas de milhares de pessoas que correm risco de morrer de fome com a pior seca a atingir a região em décadas.

O grupo Ahlu Sunna, que controla Matabaaan e a área adjacente, é contra a postura linha-dura do al Shabaab, ligado à Al Qaeda.

Representante Especial da ONU pede urgência no aumento do efetivo da missão de paz na Somália

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O Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para Somália, Augustine Mahiga, afirmou na segunda-feira (31/10) que é preciso, o quanto antes, elevar para 12 mil o efetivo dos trabalhadores da força de paz da União Africana na Somália, conforme determinação do Conselho de Segurança ONU.

Em coletiva de imprensa no Quênia, Mahiga informou que insurgentes do Al-Shabaab, grupo contrário ao Governo Federal de Transição da Somália, estão recorrendo a formas de conflito não convencionais, fazendo uso de bombas e outros explosivos em ataques terroristas contra civis. “Neste último esforço para remover o Al-Shabaab do nordeste da cidade [Mogadíscio, capital da Somália], estamos testemunhando uma combinação de métodos de guerra convencional e ataques terroristas.”

 

O Representante classificou a situação no país do Chifre da África como “um grande desafio” para as operações de paz e também um lembrete para os que contribuem com tropas. “Devemos acelerar o envio dos três mil soldados restantes já autorizados pelo Conselho de Segurança.”

No fim de setembro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu que a União Africana, em caráter de urgência, ampliasse em 50% o efetivo da missão de paz na Somália, totalizando 12 mil homens entre militares e policiais. O reforço habilitará a missão a cuidar de forma mais adequada das funções estabelecidas por um mandato da ONU para estabilizar o país tomado pela guerra.

 

Fonte: Mobilização Mundial

Missão de paz na Somália sofreu baixas em combate

Apesar das perdas o moral das Forças Armadas no terreno continua muito satisfatório

O contingente do Burundi da Missão Africana de Manutenção da Paz na Somália (AMISOM) sofreu dez baixas em combate e 16 militares ficaram feridos em confrontos esta semana contra os insurrectos islamitas de El Shebaab em Mogadíscio, a capital somali, anunciou um porta-voz do Exército.

O balanço provisório anunciado, na véspera, indicava que seis soldados da AMISOM foram mortos e 18 outros feridos, mas foram registadas quatro novas mortes, afirmou sábado em entrevista à PANA o porta-voz da Força de Defesa Nacional e Antigos Combatentes do Burundi, coronel Gaspard Baratuza.
O Exércitodo Burundi intervém na Somália no quadro da AMISOM desde 2007 com um efectivo de quatro batalhões que já perderam 30 soldados. Apesar das novas perdas, o porta-voz da Força de Defesa Nacional e Antigos Combatentes afirmou que o moral das tropas continua “muito bom” e os êxitos militares são “consideráveis”.
As tropas do Burundi e do Uganda apoiam o Exército governamental somali e já reconquistaram aos insurrectos islamitas mais de 95 por cento de Mogadíscio.
Um novo batalhão de soldados do Burundi recebeu, na quinta-feira passada, certificados de fim de formação em manutenção da paz com a ajuda de especialistas militares franceses e devem reforçar a AMISOM em breve.
Os vários governos envolvidos na contenção das investidas dos rebeldes na Somália mantêm-se prontos para continuarem o compromisso com as Nações Unidas (ONU) e União Africana (UA).
Nos últimos tempos os países prometeram reforçar os seus efectivos e enviar mais material necessário aquele país do Corno de África para aguentar a missão até que tudo fique superado e encaminhado.

Fonte: Jornal de Angola

Explosão em escritório da ONU na Somália mata uma pessoa

Uma pessoa morreu neste sábado em Mogadíscio, numa explosão no escritório de uma agência das Nações Unidas, segundo testemunhas. A explosão destruiu um carro no estacionamento da agência, causando a morte da pessoa no interior do veículo, segundo as fontes.

“Vejo os restos de um carro destruído e o corpo de uma pessoa”, contou uma testemunha, Abdulahi Ahmed. “A explosão foi muito forte e destruiu parte do muro do prédio” (da agência Ação contra as Minas), declarou outra testemunha, Muktar Isa.

Um funcionário das Nações Unidas em Mogadíscio, que não quis ser identificado, confirmou que uma explosão destruiu um carro no estacionamento da agência, mas não entrou em detalhes.

A agência “Ação contra as Minas” dirige um programa de desminamento e de sensibilização cidadã sobre os perigos das minas. Fica perto do aeroporto de Mogadiscio, um dos lugares supostamente mais seguros da Somália por abrigar uma força da União Africana.

Fonte: Terra

Radicais somalis matam 74 em Uganda

Ligado à Al-Qaeda, Al-Shabab assume autoria de atentados em clube e restaurante nos últimos minutos da final da Copa do Mundo

KAMPALA
Um grupo islâmico da Somália ligado à Al-Qaeda assumiu ontem a autoria do ataque que matou pelo menos 74 pessoas em Kampala, capital de Uganda, no domingo. As vítimas do Al-Shabab assistiam aos últimos lances da final da Copa do Mundo em um restaurante e em um clube de rúgbi, quando as bombas foram detonadas.

 

Entre os mortos há 60 ugandenses, 10 etíopes, 2 americanos, 1 irlandesa e 1 “asiático” não identificado. Centenas de pessoas ficaram feridas.

O atentado seria uma resposta à participação de tropas de Uganda na missão de paz da União Africana na Somália. “Avisamos eles (ugandenses) a não enviar tropas para a Somália. Mas nos ignoraram”, disse em comunicado o xeque Ali Mohamud Rage, porta-voz do Al-Shabab. “Essa foi uma pequena mensagem. Vamos atacá-los em todos os lugares, caso Uganda não se retire de nossa terra.”

Treinado por jihadistas veteranos do Iraque e Afeganistão, o grupo somali prometeu ações contra outros países que integram a missão da União Africana. Segundo analistas, Burundi, Quênia, Etiópia e Djibuti seriam alvos potenciais. Combates entre a força de paz internacional, estacionada na região de Mogadíscio, e rebeldes somalis são frequentes e o número de civis mortos tem aumentado.

Apesar dos ataques e ameaças, o governo de Uganda – país majoritariamente católico – promete manter sua presença na Somália para combater os radicais muçulmanos. “Al-Shabab é a razão pela qual devemos permanecer na Somália. Vamos pacificar o país”, disse ontem o coronel Felix Kulaigye, porta-voz das Forças Armadas de Kampala.

Segundo o Crisis Group, organização independente que monitora zonas de conflito, o crescimento da influência de jihadistas estrangeiros fez com que o Al-Shabab se tornasse mais violento e ambicioso. O ataque do domingo foi a primeira ação dos militantes fora do território da Somália.

Investigação. Líderes do grupo militante têm tentado atrair muçulmanos americanos para a guerra santa em território somali. Estima-se que mais de 20 jovens dos EUA, a maioria deles da comunidade muçulmana de Minneapolis, tenham se juntado ao Al-Shabab na Somália.

A Casa Branca informou que o presidente Barack Obama conversou por telefone ontem com seu colega ugandense, Yoweri Museveni. Washington enviou dois agentes do FBI, funcionários da embaixada americana no Quênia, para investigar as circunstâncias da morte dos americanos Emily Kerstetter, de 14 anos, e Nathan Henn, de 25 anos. Os dois faziam trabalho voluntário em Kampala.

“Emily se debatia, gritando, sobre uma piscina de sangue”, conta Lori Ssebulime, que trabalhava com a garota. “Cinco minutos antes da explosão ela disse que queria chorar porque não queria ir embora de Uganda. Ela gostaria de passar o restante do verão aqui.”

Publicado no site: www.estadao.com.br, no dia 13 de julho de 2010.

Quanto à participação de países africanos em uma missão em solo africano pude levantar esta questão no meu Relatório, intitulado “O Brasil e as Operações de Manutenção da Paz das Nações Unidas”, ao tratar dos problemas existentes quando países vizinhos ou que tenham certo interesse resolvem participar de uma missão de paz. A participação pode ser a pólvora para novos conflitos.

De qualquer forma, ataques contra civis inocentes não ajudam em nada ao país que se sente prejudicado por tais participações. Não há palavras para expressar a nossa desaprovação sobre o ataque em Ruanda.

O conflito na Somália merece uma missão de paz?

Shamsul Bari, relator das Nações Unidas para a situação de Direitos Humanos na Somália, apresentou um Relatório em março ao Conselho de Direitos Humanos pedindo a criação de uma missão de paz para a Somália. No relatório é demonstrada a situação do povo somali que já sofreu muito com o conflito e que todas as opções para acabar com duas décadas de guerra devem ser exploradas e implemendatas com a urgência que merecem.

Shamsul Bari afirmou que a maior parte dos somalis quer o fim do conflito e está pronta para apoiar qualquer lado com capacidade para acabar com o longo pesadelo. Disse ainda que, contudo, nem o governo federal de transição nem o grupo islâmico, Al-Shabab, está numa posição para levar paz e estabilidade a longo prazo ao país.

Ele pediu o apoio da comunidade internacional, pios considerada que somente esta é capaz de acabar com a destruição, perdas de vidas e violações graves dos direitos humanos que ocorrem atuamente na Somália.

No relatório, Bari apresentou a proposta das Nações Unidas para considerarem a transferência das suas operações para a Somália que atualmente estão baseadas em Nairobi, no Quênia, para áreas seguras naquele país. (Retirado do site Rádio das Nações Unidas, em 24/03/2010).

Em janeiro a ACNUR publicou estatísticas do número de refugiados na região de Galkayo, próximo à fronteira com a Etiópia, são 10 mil pessoas que vieram a somar com outras 15 mil deslocadas que vivem em 14 acampamentos ao redor daquela cidade, vítimas de conflitos anteriores e das secas. As estatísticas para o país são ainda piores, pois são apontados mais de 400 mil deslocados internos dentro do território somali.

Isso sem contar com os milhares de refugiados abrigos em países vizinhos, como Etiópia e Quênia.


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