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Tribunal da ONU condena dois políticos por genocídio em Ruanda em 1994

O tribunal de guerra da ONU para Ruanda condenou à prisão perpétua nesta quarta-feira dois políticos locais acusados de organizar o genocídio de 1994.

Matthieu Ngirumpatse e Edouard Karemera eram figuras proeminentes do então partido governamental quando cerca de 800 mil pessoas – entre membros da etnia tutsi e hutus moderados – foram mortas em apenas cem dias em Ruanda.

Segundo o Tribunal Criminal Internacional para Ruanda (ICTR, na sigla em inglês), Ngirumpatse, líder do partido hutu, integrou uma “empreitada criminosa conjunta” para exterminar a etnia tutsi do país, segundo relato da agência France Presse. Karemera era vice de Ngirumpatse à época do genocídio.

Os juízes do tribunal afirmam que Ngirumpatse deu seu aval, em 1994, para que uma milícia recebesse armas em um hotel da capital Kigali.

“A essa altura, era presumível que as armas seriam usadas para matar tutsis”, comunicou o painel de juízes, de acordo com a France Presse.

“A corte conclui que os estupros e crimes sexuais cometidos contra mulheres e crianças tutsis por milícias e soldados foram uma consequência natural e previsível de uma empreitada criminosa conjunta para exterminar o grupo étnico tutsi.”

Fonte: BBC Brasil

PUC-Rio e ONU lembram o genocídio em Ruanda, 17 anos depois

PUC-Rio e ONU lembram o genocídio em Ruanda, 17 anos depoisO mundo se pergunta até hoje: O que poderia ter evitado o genocídio de Ruanda, em 1994, que vitimou mais de 800 mil pessoas? Para debater este tema, o Instituto de Relações Internacionais (IRI) da PUC-Rio e o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) organizam uma série de eventos na próxima segunda-feira, dia 11 de abril.

O principal evento do Dia de Reflexão do Genocídio de 1994 em Ruanda será uma mesa redonda com a presença do Secretário Breno Hermann, Chefe da Divisão das Nações Unidas do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, do Diretor do UNIC Rio, Giancarlo Summa, e dos Professores Alexandre dos Santos e Simone Rocha, do IRI da PUC. O Professor José Maria Gomez coordenará as discussões. A mesa redonda será realizada entre 11h00 e 13h00, no Auditório Padre Anchieta, no campus da Gávea da PUC.

Na ocasião, uma exposição composta por quatro painéis sobre o genocídio, intitulada “Lições de Ruanda” e produzida pelas Nações Unidas, será inaugurada na área dos Pilotis da Ala Kennedy da PUC-Rio.

Na tarde do dia 11 de abril, entre 14h00 e 18h00 uma sessão de vídeos sobre o genocídio de Ruanda – com entrada franca – será organizada no Auditório Padre Anchieta (veja abaixo a programação completa).

Fonte: UNIC Rio

Tiros em Ruanda

Finalmente, consegui assistir o filme Tiros em Ruanda e valeu a pena esperar.

O filme tem como título original “Shooting Dogs”, digirido por Michael Caton-Jones, lançado em 2005. A temática são novamente os “atos de genocídio” ocorridos na Ruanda em 1994 contados pela ótica de um padre inglês e seu ajudante na tentativa de ajudar mais de 2 mil cidadãos ruandeses de etnia tutsi que estavam refugiados na Escola Técnica Oficial em Kigali.

O padre Chistopher e o jovem professor Joe Connor tentaram de todas as maneiras ajudar aquele povo que se refugiava na escola para não serem brutalmente assassinados pelos facões dos guerrilheiros de etnia Hutu. Quando a missão de paz da ONU abandonou o país, cerca de 2500 pessoas são deixados a própria sorte e o que era previsível realmente aconteceu. Apenas algumas pessoas conseguiram enganar a morte naquele dia e sobreviveram para contar a sua versão dos fatos.

O filme mostra a atitude fria dos capacetes azuis abandonando o local sem tentar mudar o destino daqueles milhares de tutsis. É difícil acreditar que eles tenham realmente tomado tal atitude de maneira fria e calculista, pois estevam cientes do que o futuro guardava para elas. Entretanto, a contragosto ou não foi o que aconteceu e a história não pode ser mudada.

As filmagens foram rodadas em locais reais e contaram com a participação de muitos dos sobreviventes nas funções de figurantes e na produção, o que deixou o filme ainda mais verdadeiro.

Sem dúvida o filme é uma opção para quem quer saber mais sobre a guerra civil que marcou a história da Ruanda e das missões de paz da ONU. Ruanda foi uma lição para a ONU repensar as missões de paz!

Memórias Feridas: o renascer de uma nação

Hope_after_rapeRecebi o e-mail de Larissa Jannson divulgando o documentário que ela e mais 2 colegas de faculdade produziram sobre o Genocídio em Ruanda.

Eu ainda não consegui assistí-lo por problemas técnicos no meu computador, mas estou aguardando o DVD prometido. Assim que possível prometo postar alguns comentários, enquanto isso para aqueles que conseguirem assistir o link segue abaixo:

http://fiznamtv.com.br/video/ver/28425 (Parte 1) (neste bloco as legendas estão ausentes nos primeiros 2 minutos. São apenas partes de entrevistas contidas no material e esse problema não prejudica a compreensão do programa. Depois deste breve tempo, as legendas aparecem. No DVD este problema não existe.)
http://fiznamtv.com.br/video/ver/28427 (Parte 2)
http://fiznamtv.com.br/video/ver/28428 (Parte 3)
http://fiznamtv.com.br/video/ver/28429 (Parte 4 – Final)”

Segue também o link da entrevista concedida ao blog Pé na África da Folha de São Paulo:

 http://penaafrica.folha.blog.uol.com.br/arch2009-09-01_2009-09-30.html#2009_09-03_00_21_34-129032461-0

Quem quiser entrar em contato com a Larissa basta mandar um e-mail para o “parceirospelapaz” que eu terei o maior prazer em reencaminhá-lo.

 

Condenado por Genocídio

tribunal penal internacional para ruandaTharcisse Renzaho, o ex-prefeito de Kigali, capital da Ruanda, foi condenado pelo Tribunal Internacional para Ruanda à prisão perpétua por seu envolvimento no genocídio que aconteceu na Ruanda em 1994.

Naquela época, ele controlava a polícia e as autoridades locais. Entre os crimes pelos quais foi condenado estão: genocídio, estupro e assassinato. Consta, inclusive, no processo a acusação pela morte de mais de 100 tutsis na Igreja da Sagrada Família no centro da cidade.

O Tribunal Penal Internacional para Ruanda (ad hoc) foi adotado pelo Conselho de Segurança para conter e punir os excessos cometidos no genocídio de 1994.

Hotel Ruanda

Hoje assisti novamente ao filme Hotel Ruanda, só que desta vez meu objetivo era analisar a imagem retratada dos capacetes azuis nesse longa-metragem.

O filme é baseado em fatos reais e retrata a história de Paul Rusesabagina e sua luta para salvar a vida de sua família e de muitas outras pessoas que se refugiaram no hotel em que trabalhava durante o conflito entre Hutus e Tutsis. Conflito que matou cerca de 1 milhão de pessoas em apenas 4 meses. Os peacekeepers do fime são retratados como uma força de apoio extremamente limitada, já que não podiam usar a força e nem tinham pessoal suficiente para garantir a segurança local, em abril de 1994 a missão de paz foi reduzida para 270 pessoas com a finalidade de proteger todo o território daquele país. Em muitas cenas é possível vivenciar a tensão entre a força de paz e os soldados da Interahamwe.

A UNAMIR (United Nations Assistance Mission for Rwanda) foi incapaz de evitar o estouro do conflito, assim como foi incapaz de evitar o massacre dos ruandeses. As missões de paz têm na UNAMIR um dos seus piores fracassos.

Deve-se dispensar ao filme a devida licença poética, uma vez que se trata de adaptação dos fatos reais para as telas de cinema, entretanto, nada melhor do que a indústria cinematográfica para mostrar ao mundo alguns fatos pouco conhecidos ou escondidos pela própria comunidade internacional.

Paul Rusesabagina e sua família vivem na Bélgica e possuem uma Fundação que luta para que atos como os de abril de 1994 não voltem a acontecer: Hotel Rwanda Rusesabagina Foundation (www.hrrfoundation.org)

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