Arquivos de Categoria: Notícias

ONU diz ser incapaz de alimentar 1 milhão de sírios que passam fome

Segundo Programa Mundial de Alimentos, agência planeja ajudar 1,5 milhão dos 2,5 milhões de sírios que passam fome; 4 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU informou nesta terça-feira (8) que não é capaz de ajudar 1 milhão de sírios que estão passando fome. Neste mês, a agência planeja ajudar 1,5 milhão dos 2,5 milhões de moradores que, segundo o Crescente Vermelho Árabe Sírio, precisam de auxílio humanitário, disse a porta-voz Elisabeth Brys.

A falta de segurança e a incapacidade da agência de usar o porto de Tartus para atracar seus navios deixará um grande número de pessoas em algumas das áreas mais atingidas pelo conflito, que dura 22 meses, sem ajuda humanitária. “Nosso principal parceiro, a Cruz Vermelha, está sobrecarregado e não tem mais capacidade de expansão”, disse Elisabeth.

Ela também afirmou que a agência retirou temporariamente os funcionários nas cidades de Homs, Aleppo, Tartus e Qamisly devido ao aumento do perigo nessas regiões.

Segundo Elisabeth, em dezembro, o PMA conseguia alcançar pela primeira vez em muitos meses algumas das áreas próximas à fronteira com a Turquia, que foram arrasadas nos confrontos entre o governo de Bashar al-Assad e a oposição armada.

A crise na Síria teve início com protestos pacíficos em março de 2011, mas desde então teve sua situação agravada, mergulhando o país em uma intensa guerra civil. Segundo estimativas da ONU, o conflito deixou 60 mil mortos .

Nos últimos meses, os rebeldes tiveram algumas vitórias e passaram a controlar regiões que antes estavam nas mãos do governo. Entetanto, nas cidades maiores, como Damasco, eles sofrem com a resistência do Exército e ataques aéreos.

A agência de refugiados da ONU disse que o número de moradores que fogem da violência na Síria subiu cerca de 100 mil no mês passado. Segundo a ONU, há 597.240 mil pessoas que foram registradas em campos de refugiados ou estão esperando o registro. A ONU estima que cerca de 4 milhões de sírios necessitam de ajuda humanitária.

Com AP e BBC

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/

Anúncios

Com redução de efetivo, Conselho de Segurança renova mandato de missão da ONU no Haiti por um ano (opcional)

O Conselho de Segurança da ONU estendeu ontem (12) o mandato da missão de paz das Nações Unidas no Haiti por mais um ano, reduzindo seu contingente militar e mudando o foco em sua responsabilidade pela segurança, que está sendo entregue gradualmente à Polícia Nacional.

Os 15 membros do Conselho aceitaram de modo unânime, por meio da resolução 2070, estender a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) até 15 de outubro de 2013. O objetivo é continuar ajudando na restauração de um ambiente seguro e estável, promover o processo político, fortalecer as instituições do Governo e a estrutura de Estado de Direito do Haiti, como solicitado pelo Governo, bem como promover e proteger os direitos humanos.

Seguindo uma recomendação de um relatório do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, apresentado ao órgão no dia 3 deste mês, o número de militares da MINUSTAH será reduzido dos atuais 7.340 para 6.270, e o de policiais dos atuais 3.241 para 2.601. O prazo para a redução, que segundo o Conselho deve ser “equilibrada”, é junho de 2013. (clique aqui para acessar o relatório)

Atualmente, o Brasil – que é possui o maior efetivo na Missão – contribui com 1.899 capacetes azuis, sendo três policiais em missão individual – o contingente militar inclui 21 mulheres. Desde o início da Missão, em 2004, o comando militar de todas as tropas que compõem a MINUSTAH, provenientes de 19 países, é exercido por generais brasileiros. Pelo menos 13 mil militares brasileiros já serviram no Haiti.

O Secretário-Geral classificou a situação atual de segurança como “relativamente estável”, com alguns casos esporádicos de agitação civil. No entanto, houve aumentos na taxa de homicídios: entre março e julho de 2012, foi constatada uma média de 99 assassinatos mensais, maior que a de 2011, de 75. Ban avalia que o Haiti deve concentrar-se no fortalecimento de suas instituições de Estado de Direito, incluindo a Polícia Nacional e o Conselho Eleitoral, bem como na geração de empregos e no combate à pobreza.

A transferência de responsabilidades da MINUSTAH para unidades policiais formadas já está concluída em quatro dos dez departamentos – Sul, Grand-Anse, Nippes e Noroeste – observa o relatório de Ban. Em julho de 2013, a Missão da ONU pretende concentrar a sua presença militar em cinco centros de segurança em Porto Príncipe, Léogâne, Gonaïves, Cap-Haitien e Ouanaminthe.

“Esta concentração gradual da presença militar seria equilibrada pela implantação de unidades de polícia formadas para outros departamentos, um modelo de transição que já se provou eficaz”, afirmou o Secretário-Geral.

“O fortalecimento da Polícia Nacional continua a ser um pré-requisito fundamental para a eventual retirada da Missão do Haiti”, disse Ban Ki-moon. Ele acrescentou que as recentes medidas tomadas pelo Governo, com o apoio da Missão, para aumentar o número de recrutas da polícia – em particular de mulheres – são encorajadoras e devem ajudar a diminuir a escassez atual de novos cadetes na polícia.

O Secretário-Geral ressaltou avanços na assistência humanitária, mas reconheceu que o país ainda tem grandes desafios. Em junho de 2012, 390.00 pessoas estavam vivendo em 575 campos de deslocados, o que representa uma melhora em relação a julho de 2010, quando 1.555 campos eram moradia para 1,5 milhão de haitianos. A falta de higiene, segundo Ban, expõe os moradores aos riscos naturais, infecções diarreicas e cólera.

O Conselho de Segurança da ONU criou a MINUSTAH em junho de 2004, e desde então o Brasil detém o comando militar da Missão. Além das tarefas definidas por meio de seu mandato, a Missão tem ajudado as autoridades do Haiti nos esforços de recuperação, após o forte terremoto que atingiu o país, em janeiro de 2010.

Acesse a íntegra da resolução 2070 (2012) do Conselho de Segurança:
http://www.un.org/News/Press/docs//2012/sc10788.doc.htm

Unasul obtém status de observador na Assembleia Geral da ONU

A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) obteve nesta sexta-feira o status de observador na Assembleia Geral da ONU depois que a Comissão de Assuntos Jurídicos do organismo aprovou por unanimidade sua solicitação de adesão.

A Unasul “ultrapassou o âmbito continental para se transformar em uma instituição global”, afirmou hoje a delegação da Venezuela na ONU, um dos 12 países que formam o bloco de países sul-americanos, ao lado de Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Uruguai.

O embaixador venezuelano Jorge Valero destacou que os países do bloco se propõem a superar a desigualdade socioeconômica, conseguir a inclusão social, “a participação cidadã e consolidar a soberania e independência dos Estados”. A Unasul solicitou a adesão como observador da ONU no último período de sessões da Assembleia Geral, um pedido que foi realizado pela delegação permanente da Guiana, que ostenta a Presidência temporária desse grupo de países.

Uma vez aprovada pelos 193 Estados-membros na Comissão de Assuntos Jurídicos da ONU, a adesão de Unasul será ratificada por resolução da Assembleia Geral em novembro, o que abrirá a passagem para a integração definitiva do bloco à ONU. “A Unasul é uma demonstração dos benefícios que podem oferecer os processos de integração em sociedades multiétnicas e multiculturais que compartilham uma história e geografia comuns”, acrescentou o embaixador da Venezuela.

A Unasul, que poderá assistir as reuniões da Assembleia Geral e pedir a palavra, se une à lista de observadores do organismo, na qual se incluem organizações intergovernamentais como organismos não-governamentais independentes. No próximo dia 29 de outubro acontecerá uma cúpula da Unasul no Paraguai, país que receberá da Guiana a Presidência temporária do bloco.

Fonte: Terra

Na Serra Leoa, jogadora Marta defende a presença de mais mulheres em cargos de decisão

Em visita ao país africano, embaixadora da Boa Vontade do Pnud se encontrou com estudantes e jovens jogadoras de futebol; para Marta, empoderamento feminino é essencial para a paz.

Marta (centro) com estudantes da Serra Leoa

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Em visita recente à Serra Leoa, a jogadora de futebol Marta Vieira da Silva defendeu que mais mulheres conquistem cargos de decisão política. Durante encontro no domingo com jovens esportistas e representantes da sociedade civil, Marta declarou que “quando as mulheres têm sucesso, todos saem ganhando”.

A jogadora esteve no país do oeste africano por conta do seu cargo como Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud. Marta Vieira da Silva também participou de reunião com mulheres do parlamento do país.

Elas estão em campanha para que a representação mínima de mulheres no parlamento aumente dos atuais 13% para 30%.

Empoderamento

Marta afirmou que a  “força e a sabedoria das mulheres da Serra Leoa são o melhor recurso do país” e ressaltou estar convencida de que “o empoderamento feminino é essencial para a paz e o desenvolvimento”.

O Pnud está apoiando a proposta de lei que defende o aumento do número de mulheres no parlamento da Serra Leoa antes das eleições gerais de 2012. A diretora da agência no país, Mia Seppo, disse ter a esperança de que a visita de Marta inspire as mulheres que enfrentam desafios e discriminação.

Infância

 Marta Vieira da Silva, eleita cinco vezes a melhor jogadora do mundo pela Fifa, também conversou com estudantes universitários sobre os desafios que precisou enfrentar durante a infância.

Marta afirmou que ao contar a sua história, ela queria provar que nada é impossível. E pediu aos estudantes que mantenham sempre a motivação, o entusiasmo e que juntos, todos podem fazer a diferença.

Fonte: Rádio ONU

Chefe da ONU lembra 11/9 para pedir tratado antiterror

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, aproveitou a ocasião do 10º aniversário dos atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos, que serão lembrados no domingo, para renovar seu pedido por um tratado mundial contra o terrorismo, frustrado há uma década por conta de discussões sobre o que constitui terrorismo.

A ONU tem mais de 13 tratados separados que cobrem o terrorismo, financiamento do terror, rapto de aviões e armas de destruição em massa, mas quer uma convenção mundial para unir todos os aspectos de contraterrorismo e dar novo impulso para combater ameaças.

“Nosso objetivo é ter uma convenção abrangente para lidar com todo o terrorismo internacional”, disse Ban em coletiva de imprensa durante visita à Austrália, dois dias antes do aniversário dos atentados planejados pela Al Qaeda, que mataram cerca de 3 mil pessoas.

“Lamentavelmente, isso não aconteceu até hoje. Houve alguns desacordos entre Estados-membro”, acrescentou no último dia de sua viagem, em que também passou por Nova Zelândia e o Pacífico Sul.

A Índia é fortemente a favor do tratado global, mas desacordos no Oriente Médio sobre quais organizações são consideradas terroristas vêm afastando qualquer possibilidade de acordo.

Ao invés disso, a Organização das Nações Unidas em 2001 criou um Comitê de Contraterrorismo, composto de membros do Conselho de Segurança, que supervisiona os esforços globais para combater o terrorismo. Em 2005, o Conselho de Segurança adotou uma resolução para pedir aos Estados-membro para negar abrigo a qualquer um que planejar atos de terror.

Ban, no entanto, disse no mês passado que o ataque contra um prédio da ONU na Nigéria revelou que a ameaça persistia, apesar dos esforços mundiais. A explosão de um carro-bomba matou 23 pessoas e deixou 80 feridos.

“Minha posição é que o terrorismo não é justificado sob qualquer circunstância. Por qualquer justificativa, deve ser impedido”, disse Ban.

Ele disse que tinha memórias vívidas dos ataques de 2001 contra os Estados Unidos, que obrigaram a retirada das pessoas da sede da ONU, em Nova York, e levou o secretário-geral a fazer uma resolução de emergência. Na época, ele era chefe de gabinete da ONU.

“Foi uma situação bem caótica nas Nações Unidas”, disse, acrescentando que a Assembleia Geral se reuniu novamente 24 horas após os ataques.

“A primeira coisa que fizemos, e que eu iniciei, foi elaborar a resolução mais forte possível contra ataques terroristas. Isso condenou o ataque terrorista nos termos mais fortes possíveis.

Sinto orgulho de ter sido parte desse esforço.”

Ban deixou a Austrália nesta sexta-feira para retornar à Nova York, onde participará dos eventos que lembrarão o aniversário e as vítimas dos ataques de 2001.

Prêmio Nansen

© ACNUR

Conhecido anteriormente por Medalha Nansen, o Prêmio recebeu esse nome em homenagem a Fridtjof  Nansen, explorador polar norueguês, que foi o primeiro Alto Comissário para os Refugiados da antiga Sociedade das Nações e que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1922.

Instituído em 1954, o Prêmio Nansen é concedido anualmente a um indivíduo ou uma organização em decorrência do reconhecimento pelos serviços dedicados aos refugiados. É o prêmio mais importante concedido pelo ACNUR. O Prêmio consiste de medalha comemorativa e de 100 mil dólares doados pelos governos da Noruega e Suíça.

Qualquer pessoa poderá sugerir alguém ou alguma organização para concorrer ao Prêmio Nansen. A escolha, no entanto, é feita por um comitê especial que selecionará o vencedor. Foram escolhidos representantes das mais diversas áreas. Independente do credo, cor da pele, idade ou profissão, o vencedor dedica  tempo e esforço extraordinários em favor dos que estão deslocados à força por todo o mundo.

O parte monetária do Prêmio Nansen viabiliza a assistência necessária de projetos em prol dos refugiados juntamente e com o apoio do ACNUR. Até hoje, os chamados projetos do Fundo Nansen têm ajudado refugiados em lugares tais como o Camboja, Botswana e Venezuela.

Ele tem contribuído para a implementação de uma nova instalação para crianças refugiadas no Paquistão, a construção de escolas em Katumba, Tanzânia, bem como para projetos de geração de renda aos que foram deslocados em virtude de minas terrestres no sul do Líbano.

Desde que Eleanor Roosevelt tornou-se a primeira vencedora em 1954, mais de 60 pessoas, grupos ou organizações têm recebido o Prêmio Nansen. A foto-jornalista Alixandra Fazzina é a ganhadora do Prêmio Nansen 2010, nomeada por seu destacado trabalho de documentação das vidas das pessoas deslocadas por causa de conflitos em todo o mundo.

Fonte: ACNUR

Diplomata francês é indicado para chefiar missões de paz da ONU

O veterano diplomata francês Hervé Ladsous foi indicado na sexta-feira como o novo chefe para as operações de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), preservando a liderança da França em um departamento chave no organismo mundial.

Ladsous, atualmente chefe de gabinete do ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppé, substitui Alain Le Roy, que permaneceu no cargo por três anos e saiu no mês passado. O antecessor de Le Roy, Jean-Marie Guehenno, também era um francês.

De acordo com uma prática não oficial, mas em geral aceita, na ONU, as grandes potências reivindicam determinados postos chave.

Com um orçamento anual de cerca de 7 bilhões de dólares, o departamento das operações de paz é um dos em mais evidência da ONU. Há por volta de 120 mil funcionários ao redor do mundo, em sua maior parte soldados uniformizados e policiais e em sua maioria na África.

Entre seus desafios, estão governos que não cooperam, ataques de milícias e acusações esporádicas de má conduta sexual e negociação ilícita.

(Reportagem de Patrick Worsnip)

Fonte:  Terra

Nomeada embaixadora da Boa Vontade, jogadora Marta vai a Serra Leoa ajudar mulheres e crianças

Brasília – Considerada a melhor jogadora de futebol do mundo, a brasileira Marta Vieira da Silva foi escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para ser embaixadora da Boa Vontade. Por três dias, a atleta ficará em Serra Leoa para estimular a capacitação das mulheres e fortalecimento das entidades de gênero no país. A visita começou hoje (1º).

Os conflitos armados em Serra Leoa se estendem há anos. Segundo organizações não governamentais, as mulheres e crianças são as principais vítimas sofrendo todo tipo de agressão, incluindo sexual. As informações são das Nações Unidas.

Em Serra Leoa, Marta se reunirá com mulheres, jovens e grupos de defesa em apoio às campanhas de defesa de leis que asseguram cotas destinadas às mulheres na área política. No país, 73% das mulheres são analfabetas, apenas 37% conseguem chegar ao ensino secundário e 19% chegam aos bancos das universidades.

Eleita pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), por cinco vezes, a melhor jogadora de futebol do mundo, Marta tem viajado para vários países a fim de desenvolver programas que levem à redução da pobreza. “Todos nós temos necessidade de contribuir para ajudar a derrotar a pobreza”, disse ela, que atualmente joga no New Western York Flash, dos Estados Unidos.

Marta faz parte de um grupo de elite de embaixadores da Boa Vontade, do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud), que inclui os maiores jogadores de futebol do mundo, entre eles o brasileiro Ronaldo, o francês Zinedine Zidane, o espanhol Iker Casillas e Didier Drogba, da Costa do Marfim. O programa tem também a tenista russa Maria Sharapova e do ator espanhol Antonio Banderas.

Fonte: Agência Brasil

ONU fará reavaliação da ameaça global após ataque na Nigéria

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou nesta terça-feira (30/08) que será conduzida uma reavaliação da ameaça global às Nações Unidas, após o ataque ao complexo da Organização na capital da Nigéria, Abuja, na última sexta-feira (26). O atentado deixou 11 mortos e 32 feridos.

“A Casa da ONU em Abuja (…) é uma estrutura bem construída, com medidas de segurança robustas. Este ataque é, portanto, motivo para uma séria reavaliação – não apenas na Nigéria, e não apenas em locais de grande ameaça, mas em todo o mundo”, disse Ban ao Conselho de Segurança. Ele afirmou que é preciso aprender com as lições de Abuja e que é preciso continuar o trabalho vital da ONU. “Nós precisamos administrar o risco, e não tornar-nos avessos a ele.”

Em relação ao ataque de Abuja, o Secretário-Geral informou que a ONU está fazendo o possível para ajudar as vítimas e suas famílias, e ressaltou que a segurança dos membros da Organização continua sendo uma questão primordial. Ele disse que o ataque foi o primeiro deste tipo contra uma organização internacional ou instituição estrangeira na Nigéria, e ressaltou que não há justificativa para o terrorismo.

Também nesta terça-feira a Vice-Secretária-Geral da ONU, Asha-Rose Migiro – que esteve no local do ataque – afirmou que o cenário no complexo era “realmente tocante”, e disse que, apesar das perdas terríveis, a ONU não será desencorajada. “Os responsáveis devem ser levados à justiça. O trabalho das Nações Unidas vai continuar”, completou.

Fonte: ONU Brasil

Situação no Bahrein permanece tensa, diz a ONU

O Alto Comissariado para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu nesta terça-feira que a situação no Bahrein permanece “tensa e imprevisível” com pequenos protestos sendo reprimidos e centenas de casos de manifestantes que aguardam julgamento. “Nós entendemos que a situação no Bahrein permanece tensa e imprevisível”, disse Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, à agência France Presse (AFP).

 “Nós continuamos a receber relatórios da repressão de pequenos protestos e entendemos que pelo menos 264 casos envolvendo manifestantes permanecem nos tribunais, muitos dos quais serão efetivamente julgados noTribunal de Segurança Nacional, o qual efetivamente é um tribunal militar”, disse Colville.

Criado em meados de março, o tribunal é chefiado por um juiz militar e tem dois juízes civis, todos os quais são indicados pelo comandante em chefe das forças militares bareinitas, notou Colville.

 O porta-voz ressaltou o princípio de que civis devem ser julgados em tribunais civis, acusados de um crime previsto no código penal e terem acesso a advogados e a um certo tempo para preparar a defesa. Contudo, ele reparou que alguns detidos ainda estão “pedindo desesperadamente a suas famílias que contratem um advogado, apenas um dia antes do julgamento”.

Colville pediu ao governo do Bahrein que publique uma lista com os nomes de todos os presos desde 15 de março, bem como informações sobre onde as pessoas estão detidas, as acusações que sofrem e o status dos julgamentos.

Até agora, 124 pessoas receberam veredictos, incluídas duas sentenças de morte. Do total de casos, 16 pessoas foram inocentadas, enquanto outras sete foram parcialmente inocentadas, disse Colville.

As informações são da Dow Jones.

%d blogueiros gostam disto: