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EUA veem Brasil ingênuo e hesitante na ONU

RIO – A julgar pelo conteúdo de uma série de documentos confidenciais do governo dos Estados Unidos, o Brasil não vai contar com o apoio – e o voto – dos americanos para realizar um sonho que persegue com determinação: conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. As autoridades americanas consideram o Brasil “cauteloso regionalmente, e hesitante globalmente”.

“Se a rápida emergência do Brasil no cenário global é inquestionável, também é verdade que ele ainda é muito emergente”, diz um dos telegramas. Outro reforça: “O Brasil já falhou amplamente em assumir um papel de liderança internacional que o tornaria um forte candidato para tal posição. O seu último período (como membro temporário) no Conselho de Segurança da ONU, que terminou em janeiro de 2006, foi caraterizado pela cautela e equívocos em vez de visão e liderança”.

Um pacote de 37 telegramas produzidos pela embaixada dos EUA em Brasília, entre abril de 2004 e janeiro de 2010 – disponibilizados ao GLOBO pelo WikiLeaks – mostra essa missão diplomática sugerindo ao Departamento de Estado e à Casa Branca que o Brasil não está preparado para assumir aquela responsabilidade. Os despachos listam uma série de pontos negativos. Afirmam, por exemplo, que o governo brasileiro não tem a menor idéia do que acontece, de fato, no Oriente Médio. Suas posições ali são tidas como “ingênuas”.

Algo que influi na avaliação americana é o estilo brasileiro de preferir o diálogo ao confronto. “O Brasil frequentemente permanece reticente em tomar posições firmes em assuntos chaves globais, e geralmente procura maneiras de evitá-los. Com muita frequência o governo brasileiro evita posições de liderança que poderiam exigir que escolhesse lados abertamente”, diz outro documento, acrescentando que quando o Brasil está em posição de evidência demonstra desconforto.

O fato de o país geralmente se abster, nas votações da ONU, sobre abusos aos direitos humanos no Irã, Coréia do Norte e Sudão também é apontado como atitude que não o recomenda para o Conselho de Segurança. Os EUA ironizam o Brasil ao defini-lo como o país que acha que “pode falar com todo mundo”, devido ao estilo do Itamaraty de procurar manter-se neutro e buscar saídas via negociação.

“Esse gosto pelo diálogo, junto com o respeito pela soberania e a intervenção em assuntos internos (de outros países)”, diz um documento, “fazem com que se torne mais difícil ao país permanecer fiel a esses princípios, e fica mais difícil esconder as suas inconsistências, à medida em que o Brasil participa num crescente número de arenas internacionais”.

Um dos telegramas diz que o fato de o governo Lula ser, de muitas formas, pragmático mas “cultivar uma forte ideologia esquerdista em política externa” mostram que o país não é confiável. “Isso, junto à histórica reticência do Itamaraty em adotar posições controvertidas, e a quase obsessiva preocupação com a imparcialidade, frequentemente leva o Brasil a adotar posições em situações chaves que consideramos desapontadoras”.

Os documentos registram um claro ressentimento dos EUA em relação ao Brasil. “Grande parte da elite da política externa brasileira permanece cautelosa e desconfiada em relação aos EUA”, diz um deles. Embora ambos governos declarem que existe uma parceria estratégica entre eles, os americanos desmentem isso nos bastidores: “O engajamento (do Brasil) com os EUA tem sido pragmático, em vez de estratégico”. E se queixam: “Ao procurar por parceiros estratégicos o Brasil está mostrando clara preferência por outras forças emergentes ‘independentes’, como África do Sul, Turquia, Ucrânia, Irã, China, Índia; e uma potência mundial independente: a França”.

Submarino nuclear é chamado de baleia branca

O governo americano acha que a insistência do Brasil em produzir um submarino nuclear tem menos a ver com a proteção das plataformas de petróleo pré-sal, como argumentou oficialmente o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e mais com o fato de que os cinco países que hoje têm assento permanente no Conselho de Segurança da ONU possuem tal equipamento. Ao mencionar o assunto, os americanos caçoam dessa pretensão.

“Essa baleia branca do Brasil pode, no final das contas, encalhar nos recifes de desafios técnicos e excesso de custos”, diz um telegrama. E completa: “Na verdade, um submarino nuclear não melhoraria a segurança do Brasil, mas serviria como um duvidoso impulso para o machismo nacional”.

FONTE: O Globo

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O MRE tem um canal oficial no youtube, por meio deste canal facilitado é possível assistir aos mais variados vídeos, entrevistas, entre outros, conforme sua própria descrição. Vejamos:

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Bilbioteca Embaixador Antonio Francisco Azeredo de Oliveira

Subordinada ao Departamento de Comunicações e Documentação do Ministério das Relações Exteriores, a Biblioteca Azeredo da Silveira possui a maior coleção no Brasil na área de relações internacionais, sendo considerada instituição de referência na América do Sul. Contém obras de grande interesse para a política externa brasileira, com cerca de 100 mil volumes relacionados a temas como direito internacional, teoria e história das relações internacionais, história da política externa brasileira, geografia e ciências políticas. Seu acervo inclui, ainda, valiosa coleção de periódicos, com aproximadamente 590 títulos.

Histórico

A idéia de criar uma biblioteca na Secretaria de Estado das Relações Exteriores nasceu da inspiração do Ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros do Império Antônio Peregrino Maciel Monteiro, Segundo Barão de Itamaracá, que esteve à frente da Pasta entre 1837 e 1839.
Em 1905, o Barão do Rio Branco, Ministro de Estado de 1902 a 1912, mandou construir um pavilhão para a Biblioteca, o Arquivo e a Mapoteca nos fundos dos jardins do Palácio do Itamaraty no Rio de Janeiro. Para inventariar o acervo, designou Antônio Jansen do Paço.
 Após a transferência do Ministério das Relações Exteriores para Brasília, trasladou-se, em 1971, parte representativa do acervo do Rio de Janeiro para as novas instalações na Capital Federal. Em 1975, esse núcleo passou a constituir a atual Biblioteca, desligando-se da Biblioteca Histórica. Em 1990, recebeu a designação de Biblioteca Azeredo da Silveira, em homenagem ao diplomata e ex-Chanceler.

A partir de 2005, a Biblioteca passou por importantes transformações, que incluíram a reorganização de suas instalações, implantação de sistema de segurança e a higienização e informatização de todo o seu acervo.

Para acessar clique aqui: http://www.biblioteca.mre.gov.br/

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