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Presidenta da Libéria agradece ONU por ajudar país a encontrar o caminho da paz

Dez anos após o fim de uma sangrenta guerra civil, a Libéria conseguiu fazer grandes progressos em direção à paz e estabilidade duradouras, afirmou hoje (26) sua Presidenta, Ellen Johnson-Sirleaf, em discurso à Assembleia Geral da ONU. “À medida em que a Libéria caminha em direção a seu décimo ano sem conflitos, podemos afirmar com convicção que o nosso país alcançou a paz”.

“A Libéria não é mais um lugar de conflitos, guerras e privações. Não somos mais o país de onde nossos cidadãos fogem, do qual nossos parceiros internacionais têm pena e nossos vizinhos temem”, acrescentou.

A Presidenta Johnson-Sirleaf agradeceu a ONU por ser “uma parceira empenhada e eficaz” com o seu país que emergiu do conflito e embarcou no caminho para a paz, segurança e desenvolvimento. “Devemos gratidão a Organização por preservar um ambiente favorável para a consolidação da paz e construção do Estado.”

A ONU mantém uma força de manutenção da paz na Libéria desde 2003 para reforçar um acordo de cessar-fogo pondo fim a uma década de guerra que matou cerca de 150.000 pessoas, a maioria civis. O mandato da Missão das Nações Unidas na Libéria (UNMIL) inclui ajudar a restaurar o Estado de Direito e dos processos democráticos, bem como facilitar a assistência humanitária.

Rendida homenagem aos sete Capacetes azuis nigerinos mortos

Abidjan – O governo da Côte D’ivoire e a ONU, redenderam quinta-feira, em Abidjan, uma solene homenagem aos sete Capecetes azuis nigerinos mortos a 18 de Junho, numa ataque no sudoeste ivoiriense, região fronteiriça com a Libéria, assolada por uma vaga de violência mortífera, noticiou à AFP.

O presidente da Côte D’ivoire Alassane Ouattara, o chefe das operações de manutenção de paz da ONU, Hervé Ladsous, o chefe da Operação das Nações Unidas na Côte D’ivoire (Onuci), Bert Koenders e o ministro nigerino do Ensino superior Youba Diallo, muito consternados, participaram da cerimónia na sede da Onuci, onde estavam expostas as urnas contendo os restos mortais desses soldados.

“O governo tomará todas as medidas para pôr termo as incitações dos autores e dos instigadores desses ataques, que condenamos com toda veemência”, afirmou o presidente Ouattara.

Por seu turno, Koenders, apelou a “fazer face aos inimigos da paz”, para “a realização duma Côte D’ivoire democrática, unida e estável”.

Os corpos dos sete soldados de paz chegaram, mais tarde, a uma base militar de Niamey, a bordo dum avião do exército do Níger, indicou uma testemunha. As suas exéquias fúnebres, devem realizar-se hoje (sexta-feira), no grande cemitério da capital nigerina, segundo os órgãos públicos locais.

Sete capacetes azuis nigerinos, dez civis e pelo menos um militar ivoiriense, foram mortos num ataque a 18 de Junho, contra as aldeias do sul da pequena cidade de Tai, próxima da fronteira liberiana. Trata-se, do mais grave ataque visando a Onuci, desde a sua chegada em 2004, na Cõte D’ivoire.

Essa zona, está assolada desde há um ano, por operações mortíferas, atribuidas num relatório recente da Ong Human Rights Watch (HRW), à forças fiéis ao ex-presidente Laurent Gbagbo, baseadas na Libéria e que recorrem ao recrutamento de crianças-soldados.

Os novos ataques de segunda e terça-feira, ocorridas na mesma região, mataram cinco civis e causaram quatro feridos, dos quais um soldado ivoiriense, segundo um balanço do Bureau das Nações Unidas para a coordenação dos Assuntos humanitários (Ocha).

Fonte: ANGOP

Libéria fecha fronteira com a Costa do Marfim após ataque

O governo liberiano anunciou no sábado “o fechamento imediato” de sua fronteira com a Costa do Marfim no dia seguinte a um ataque no qual morreram oito civis, sete capacetes azuis da Operação de Nações Unidas na Costa do Marfim (ONUCI) e pelo menos um militar marfinense em uma área de fronteira.

“O governo decidiu pelo fechamento imediato de sua fronteira com a Costa do Marfim”, declarou o ministro liberiano de Informação, Lewis Brown, durante uma coletiva.

Oito civis, sete capacetes azuis nigerinos da Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim (ONUCI) e pelo menos um militar marfinense morreram na sexta-feira em um ataque contra povoados marfinenses próximos à fronteira. O governo marfinense acusou atacantes “vindos da Libéria”. O fechamento da fronteira não atinge as “atividades humanitárias”, acrescentou o ministro.

“Os indivíduos implicados nos ataques transfronteiriços serão detidos e entregues às autoridades marfineses”, afirmou Brown. O ministro acrescentou que a presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, atualmente em visita privada aos Estados Unidos, deu instruções para que se desloquem militares liberianos à fronteira, apoiados pela polícia e por serviços de imigração.

O oeste da Costa do Marfim, região mais instável do país, foi muitas vezes cenário de ataques depois do final da crise político-militar de dezembro de 2010 a abril de 2011, que deixou 3 mil mortos no país.

Fonte: Terra online

ONU prolonga mandato da missão de paz na Libéria

Nova Iorque, Estados Unidos (PANA) – O Conselho de Segurança das Nações Unidas prorrogou por um ano o mandato da Missão de Manutenção da Paz na Libéria (MINUL), sublinhando o papel essencial que ela desempenhou neste país que se prepara para organizar, a 11 de outubro pr]oximo, eleições presidenciais e legislativas.
Numa resolução adotada sábado por unanimidade, o Conselho sublinhou a importância da assistência prestada pela MINUL às autoridades liberianas para a organização das próximas eleições.
« A MINUL está encarregue de fornecer o apoio logístico, sobretudo facilitar o acesso às zonas afastadas, coordenar a assistêncua eleitoral e apoiar as instituições liberianas e os partidos políticos a criar um ambiente propício para a organização de eleições pacíficas », declara o Conselho.
O Conselho exortou igualmente os Liberianos a trabalhar para um « ambiente propício para eleições pacíficas, livres e credíveis que incluam um debate político construtivo ».
Segundo este órgão, um escrutínio livre, pacífico e credível vai constituir um indicador fundamental para determinar a redução futura do tamanho da MINUL.
Exorta a MINUL e o Governo liberiano a fazer progressos na planificação do processo de transição e avançar para as próximas etapas da redução do tamanho da Missão.
Instaurada em 2003, no termo da guerra civil na Libéria, a MINUL vai continuar o seu mandato até 30 de setembro de 2012.

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