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ONU pede calma à Guiné-Bissau após ataque que matou pelo menos seis

Em nota, Secretário-Geral condenou atentado e disse que a organização está monitorando a situação através de seu Escritório de Consolidação da Paz, em Bissau.

Guiné-Bissau

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas condenaram um ataque à base militar da Guiné-Bissau, ocorrido no domingo.

Segundo agências de notícias, pelo menos seis pessoas morreram. Em nota, o porta-voz do Secretário-Geral disse que Ban Ki-moon está monitorando a situação.

Diálogo

Martin Nesirky explicou que a ONU está sendo informada através de seu Escritório Integrado de Consolidação da Paz na Guiné, Uniogbis.

O representante especial de Ban no país africano, de língua portuguesa, Joseph Mutaboba está em contato com as autoridades guineenses e representantes da comunidade internacional.

Ban pediu calma e disse que todos no país devem tentar resolver as diferenças através de meios pacíficos incluindo o diálogo. Ele disse que a ONU vai continuar em contato com a Comunidade Econômica da África Ocidental, Cedeao, a União Europeia, e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, em busca de uma solução para a crise.

Ele voltou a chamar a atenção para os termos da Resolução 2048 do Conselho de Segurança que requer medidas imediatas para a restauração da ordem constituicional e do processo eleitoral democrático.

A Guiné-Bissau foi alvo de um golpe militar em 12 de abril, que derrubou o presidente e primeiro-ministro instalando um governo de transição.

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Primeiro-ministro deposto quer tribunal especial da ONU para julgar “crimes de sangue”

Primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior

Bissau – O Primeiro-ministro do Governo deposto da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, quer que a ONU institua um tribunal especial para julgar “todos os crimes de sangue” ocorridos no país nos últimos 14 anos.

A pretensão de Gomes Júnior foi transmitida em carta enviada pelo próprio ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, revelada pela RDP-Africa e cuja autenticidade já foi confirmada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do governo deposto, Mamadu Saliu Djalo Pires.

 “O senhor Primeiro-ministro legítimo da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior enviou uma carta pessoal ao secretário-geral das Nações Unidas pedindo um Tribunal especial para julgar todos crimes de sangue ocorridos no país nos últimos 14 anos. Para que se saiba de uma vez por todas onde está a verdade material dos factos”, disse Djaló Pires.

Nos últimos 14 anos, vários dirigentes guineenses foram assassinados em processos cujas circunstancias ainda não são conhecidas. Entre os assassinados encontram-se o Presidente ‘Nino’ Vieira, três chefes militares, vários ministros e deputados.

 A carta teria sido enviada a Ban Ki-Moon através do seu representante especial na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba.

 “Seria um Tribunal à semelhança daquilo que se criou para julgar casos como a morte do ex-Primeiro-ministro Libanês, Hariri, ou então o Tribunal criado para julgar os crimes ocorridos na Serra-Leoa ou na Libéria”, defendeu o ministro dos Negócios Estrangeiros guineense do governo deposto pelo golpe de Estado militar de 12 de Abril passado.

Mamadu Djaló Pires, Carlos Gomes Júnior, bem como o Presidente interino guineense e vários outros membros do Governo deposto vivem em Lisboa desde o golpe de Estado.

Confrontado com o pedido do Tribunal especial feito por Carlos Gomes Júnior, o porta-voz do Governo de transição, Fernando Vaz disse que “era bom que a ONU aceitasse” a criação desse tribunal.

“A primeira pessoa a ser julgada nesse tribunal, como réu, seria Carlos Gomes Júnior”, enfatizou Fernando Vaz, também ministro da presidência do Conselho Ministros e da Comunicação Social.

A Guiné-Bissau tem um Governo e um Presidente de transição desde o golpe de Estado de 12 de Abril, mas a maioria da comunidade internacional não reconhece as actuais autoridades saídas do golpe.

 A CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) é a única instância internacional que apoia as actuais autoridades de transição.

Fonte: Angola Press

 

 

 

CS da ONU prorroga mandato da missão de paz

Nova Iorque –  O Conselho de Segurança das Nações Unidas renovou quarta-feira o  mandato do Bureau Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (BINUGBIS), a fim de reforçar a paz e a estabilidade neste país, noticia hoje (quinta-feira) a PANA.

Numa resolução adoptada por unanimidade, o Conselho prorrogou o mandato do Bureau de Consolidação da Paz até 28 de Fevereiro de 2013.

Este Bureau foi instalado pelo Conselho de Segurança em 2009 para promover a estabilidade neste país da África Ocidental, abalado por golpes de Estado e pela instabilidade política desde a sua ascensão à independência em 1974.

O Conselho de Segurança instou, no entanto, o Governo e todos os actores políticos a trabalhar juntos para consolidar a paz e a
estabilidade no país, utilizar meios pacíficos para resolver os seus diferendos, assim como para intensificar os esforços com vista a um “diálogo político verdadeiro e inclusivo e a reconciliação nacional”.

Exortou os membros das Forças Armadas bissau-guineenses, em particular os seus líderes, a respeitar a ordem constitucional, o poder civil, bem como o Estado de Direito e os direitos humanos, evitando intervir na vida política.

Pediu igualmente às autoridades políticas do país para se abster de implicar o Exército e o poder judicial na política.

Em Novembro de 2011, o representante especial do Secretário-Geral da ONU e chefe do BINUGBIS, Joseph Mutaboba, declarou no Conselho de Segurança que se a Guiné-Bissau fez progressos palpáveis, incluindo no plano das reformas políticas.

Por isso, é essencial que o país enfrente os outros desafios, como a criação dum fundo de pensão para os ex-militares e agentes das forças de segurança e a melhoria do sistema judicial.

“É importante basear-se nas conquistas recentes, em particular numa altura em que o país prepara as eleições legislativas de 2012”, sublinhou.

A Guiné-Bissau é um dos cinco países de que se ocupa a Comissão das Nações Unidas para a Consolidação da Paz, juntamente com o Burundi, a Serra Leoa, a República Centro-Africana (RCA) e a Libéria.

Esta comissão foi criada em 2005 para ajudar os países que acabam de sair dum conflito a fazer uma transição irreversível da guerra para uma paz duradoura.

Fonte: Angola Press

Guiné-Bissau: ONU otimista com reforma dos setores de defesa, segurança e justiça

Bissau, 30 mai (Lusa) — As Nações Unidas estão otimistas em relação à reforma dos setores de defesa, segurança e justiça na Guiné-Bissau devido à estabilidade registada no último ano, que tem encorajado os doadores internacionais.

Bissau, 30 mai (Lusa) — As Nações Unidas estão otimistas em relação à reforma dos setores de defesa, segurança e justiça na Guiné-Bissau devido à estabilidade registada no último ano, que tem encorajado os doadores internacionais.

“Estamos otimistas, há uma estabilidade política e um governo duradouro que penso não tinha precedentes nos últimos tempos e é um fator encorajador para os doadores”, afirmou, em declarações à agência Lusa Antero Lopes, chefe do departamento da reforma do setor da defesa e segurança do Gabinete Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS).

Segundo Antero Lopes, “há um consenso tanto ao nível dos órgãos de soberania, como dos clientes de todas aquelas reformas”, nomeadamente a população.

“Penso que o governo está a fazer um esforço ativo para escutar essas ansiedades das populações e também os doadores, penso que estão sensibilizados para a necessidade de não abandonar o apoio para estas áreas que são fundamentais para a construção da paz no país e para um diálogo nacional duradouro”, disse.

O responsável falava à margem do debate sobre a “Contribuição da ONU para a implementação da reforma dos setores de defesa e segurança na Guiné-Bissau”, organizado pela UNIOGBIS, por ocasião do Dia Internacional dos Soldados da Paz, que hoje se celebra.

Questionado sobre o papel da ONU para a concretização daquelas reformas, Antero Lopes explicou que o apoio passa por uma “mobilização de recursos da comunidade internacional de uma forma coordenada e sinergética (…) formação de quadros, reabilitação de infraestruturas e a dotação de equipamentos para estas três áreas”.

Para Antero Lopes, a “reforma deve ser feita de uma forma simétrica, na medida do possível, apoiando todas as três áreas em simultâneo”, mas, explicou, que “há parceiros que preferem apoiar prioritariamente as reformas na área da justiça e uma das áreas que é importante e que não tem sido muito apoiada é a área da defesa”.

Por causa disso, a ONU está a fazer um “esforço extra junto da comunidade internacional (…) para a mobilização de recursos”, referiu.

“Vamos, em princípio, também continuar a fazer os nossos donativos para essa área, nomeadamente para o fundo de pensões, as estratégias de reintegração e reinserção dos soldados e também dos polícias que não reuniram condições para ingressar no fundo de pensões, mas não querem continuar nessas instituições”, explicou.

Paralelamente, a ONU tem também a preocupação de “republicanizar as forças armadas” para ficarem ao nível das suas congéneres africanas e mundiais.

“São estas as medidas concretas que estão a ser apoiadas a curto e médio prazo”, concluiu Antero Lopes.

Fonte: Sic Notícias http://sicnoticias.sapo.pt/Lusa/2011/05/30/guine-bissau-onu-otimista-com-reforma-dos-setores-de-defesa-seguranca-e-justica

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