Arquivos de Categoria: Dicas de Leitura

Reportagem publicada na Revista Verde Oliva

O texto foi escrito logo após a volta ao Brasil, em setembro de 2010, quando tive a oportunidade de conhecer a capital do Haiti junto com a comitiva do Ministério da Defesa, Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira e Marinha do Brasil.

O texto reflete toda a intensidade vivida na viagem e tem como finalidade transportar os leitores para diretamente para a realidade haitiana.

O título traduz a situação daquele povo que de uma maneira ou de outra segue em frente na luta por uma vida melhor.

Apenas agora, em janeiro de 2012, que fiquei sabendo que a reportagem foi publicada na Revista Verde Oliva do 2º trimestre de 2011. Embora de conhecimento tardio fiquei feliz e envaidecida pelo espaço cedido em uma revista de tanto prestígio.

Aproveitem a leitura (págs. 40, 41 e 42): Revista Verde-Oliva nº 211

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The Blue Beret – a revista da UNFICYP

Originalmente criada para as tropas da missão, “The Blue Beret” foi crescendo desde sua criação até tornar-se em 2000 numa revista que destaca os principais desenvolvimentos da UNFICYP. A publicação é feita bimestralmente.

A última edição pode ser vista clicando no link a seguir: Blue Beret Feb_Mar_2011

Para acessar as edições anteriores da revista basta clicar no link a seguir: http://www.unficyp.org/nqcontent.cfm?a_id=1883&tt=graphic&lang=l1

Violência e Uso da Força – Comitê Internacional da Cruz Vermelha

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) é uma organização imparcial, neutra e independente cuja missão exclusivamente humanitária é proteger a vida e a dignidade das vítimas dos conflitos armados e outras situações de violência, e de prestar-lhes assistência.

O CICV também se esforça para evitar o sofrimento mediante a promoção e o fortalecimento do direito e dos princípios humanitários universais.

Fundado em 1863, o CICV deu origem às Convenções de Genebra e ao Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Dirige e coordena as atividades internacionais conduzidas pelo Movimento nos conflitos armados e em outras situações de violência.

 

O Manual anexado neste post resume as diferentes situações jurídicas agrupadas em três categorias: conflitos armados, situações que não são conflitos armados e operações de manutenção da paz. Também são analisadas as definições correspondentes, o direito aplicável, as consequências práticas e o compromisso do CICV.

Para acessar a publicação: ICRC_007_ Violência e uso da força

Europa junta Publicações na Biblioteca Digital ‘EU Bookshop’

No dia 16 de Outubro, foi lançada a biblioteca digital EU Bookshop, com mais de 14 milhões de páginas gratuitamente à disposição do público, que reúne todas as publicações editadas desde 1952 pelo Serviço das Publicações, por conta das instituições, das agências e de outros organismos da União Europeia (UE).

As publicações da UE produzidas pelo Serviço das Publicações ou sob a sua alçada são catalogadas, indexadas e arquivadas com vista à sua difusão através do serviço EU Bookshop . Este serviço tem por objectivo oferecer um ponto de acesso único para as publicações das instituições, agências e outros órgãos da UE. Oferece acesso imediato ao conteúdo das publicações através de uma ficha bibliográfica detalhada, e as publicações recentes em formato PDF podem ser descarregadas gratuitamente.

Para acessar a Biblioteca Digital basta clicar no link:

http://bookshop.europa.eu/is-bin/INTERSHOP.enfinity/WFS/EU-Bookshop-Site/pt_PT/-/EUR/ViewApplication-DisplayCachedWelcomePage

O último voo do flamingo

O autor

Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi director da Agência de Informação de Moçambique, da revista Tempo e do jornal Notícias de Maputo.

Tornou-se nestes últimos anos um dos ficcionistas mais conhecidos das literaturas de língua portuguesa. O seu trabalho sobre a língua permite-lhe obter uma grande expressividade, por meio da qual comunica aos leitores todo o drama da vida em Moçambique após a independência. Os seus livros estão traduzidos nomeadamente em francês, inglês, alemão, italiano e espanhol.

O livro

O último Voo do Flamingo é um romance que conta os primeiros anos pós Guerra em Moçambique envolvendo a intervenção dos capacetes azuis -Nações unidas, o povo de uma vila com os seus atractivos como a prostituta, a velha-moça, o tradutor, o padre, a figura da mulher do Administrador e o mistério da feitiçaria Africana. A narração passa-se na vila de Tizangara" um nome fictício africano", onde chega uma delegação de soldados das Nações Unidas que vigiam o processo de paz, tudo parece estar a correr bem, quando os soldados começam a desaparecer misteriosamente através de explosões sem explicação (não eram causadas por nenhum engenho – minas ou outro armamento) ficando apenas como sinal de existência do corpo o pénis através do qual a prostituta da vila descobria a identidade do dono, isso provoca a preocupação das Nações Unidas que manda seu delegado o Italiano Massimo Risi, que fica incumbido de descobrir a causa das explosões só dos capacetes azuis, Massimo vem a Africa com seus métodos avançados de investigação convencido que iria descobrir o mistério e com isso obter a tão esperada promoção.

Quando chega a vila depara-se com os mistérios africanos, que por vezes fazem desaparecer as letras dos seus relatórios, as suas gravações e conhece a moça-velha Temporina que tem cara de velha mas tem corpo de jovem (por causa de ter passado da idade sem ter dormido com 1 homen), com temporina ele transa mas quando isso acontece ele sempre pensa que esta a sonhar, nutre um desejo pela prostituta mas não pode transar com ela porque os homens de Tizangara ao verem suas mulheres a meterem-se com os soldados, encomendam o feitiço que faz com que os homens que com elas se metam explodam na hora do orgasmo, entra também o tradutor que não é na verdade tradutor de nenhuma língua, mas é acompanhante de Massimo e traduz para ele muitas das realidades africanas e é o nosso narrador, a esposa do administrador que usa e abusa do cargo do marido para ter todos os privilégios, usurpa os bens do Povo e manda mais que o próprio administrador, a prostituta que encomenda no feiticeiro Andorinho um feitiço para proteger Massimo do feitiço da explosão, mas que depois é usada como bode expiatório pelos dirigentes da Vila para justificar a miséria e as desgraças da vila perante o povo. Enfim este romance mistura a verdade e ficção; verdade do que tem acontecido em algumas vilas moçambicanas e africanas suburbanas (destruição, abuso do poder dos chefes, superstição, desconhecimento de alguma tecnologia avançada) e no seu estilo Mia couto prende o leitor até ao desfecho do romance.

 

O livro pode ser encontrado no site submarino.com.br. Boa leitura!

"Os Pretos de Pousaflores", o primeiro livro de Aida Gomes

Apesar de desde criança escrever histórias, uma delas lida aos microfones da Renascença, Aida Gomes só agora publica o seu primeiro livro.

"Os Pretos de Pousaflores", o primeiro livro da angolana Aida Gomes, foi apresentado esta quinta-feira nas Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim.

A autora, editada pela Dom Quixote, trabalha actualmente  numa missão de paz na Guiné-Bissau. Apesar de desde criança escrever histórias, uma delas lida aos microfones da Renascença, Aida Gomes só agora publica o seu primeiro livro.

Nasceu em Angola, já viveu no Camboja, Suriname, Libéria, Sudão, Moçambique e até Portugal, mas é sobre a sua terra natal que acaba de escrever o seu primeiro livro.

Aida Gomes lançou nas Correntes d’Escritas na Póvoa de Varzim, “Os Pretos de Pousaflores”, um livro sobre a vida de Silvério, um homem que ao fim de 40 anos em África regressa a Pousaflores, uma localidade portuguesa. Pela mão traz três filhos. Uma história que se cruza, em parte, com a de Aida Gomes.

A escritora é hoje profissional das Nações Unidas. Está na Guiné-Bissau a trabalhar na consolidação da paz. A Renascença perguntou-lhe se Angola fará um dia parte desta sua missão na ONU. Refugia-se na literatura a sua arma de ajuda a Angola.

“Os Pretos de Pousaflores” é o seu primeiro livro, mas a arte de contar histórias vem de miúda. Na terceira classe mandou um texto para a Renascença, uma história que passou na rádio, que foi ao seu encontro, recorda.

Fonte: http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=96&did=143791

Batalhão de Suez: história, memória e representação coletiva (1956-2006)

AUTOR:
Fabiano Luis Bueno Lopes é Graduado, Mestre e doutorando em História pela Universidade Federal do Paraná. Desenvolve pesquisas em História Militar desde 2001, sendo autor de inúmeros artigos sobre o tema publicados em diversos periódicos no país.

SINOPSE:
O livro trata de aspectos relativos à memória histórica dos chamados Boinas Azuis, ex-participantes da I FENU (Primeira Força de Emergência das Nações Unidas) no Oriente Médio, força de paz criada para estabelecimento e manutenção da paz após a deflagração da Guerra de 1956 entre Israel e Egito. Os militares permaneceram na região até 1967, por ocasião do início da Guerra dos Seis Dias. Encerrada a missão, os jovens brasileiros retornaram para seu país, trazendo consigo uma experiência marcante que procuraram não esquecer. O trabalho buscou entender os elementos simbólicos construídos pelos veteranos do Batalhão Suez, nome pelo qual o contingente brasileiro ficou conhecido. Analisamos várias ações dos veteranos pertencentes a uma associação com sede em Curitiba e com vínculo com outras associações de Boinas Azuis espalhadas pelo Brasil, identificando aspectos relativos a formação de uma identidade comum aos indivíduos do grupo social, as maneiras como são lembradas as experiências, quais os objetivos presentes nos projetos da organização e de que modo ocorrem as relações com a sociedade, com o Exército Brasileiro e com o Governo.
Gostaria de informar a todos os amigos, colegas e demais interessados por História, o lançamento do livro de FABIANO LOPES, intitulado ‘BATALHÃO SUEZ: Memória, história e representação coletiva’, sobre a atuação de brasileiros na primeira Força de Emergência das Nações Unidas.

A distribuição está a cargo de Bárbara Vieira: tel. (41) 91132462 e em breve nas principais livrarias. Valor: R$ 25,00.

Um soldado brasileiro no Haiti

um soldado

O livro um soldado brasileiro escrito por Tailon Ruppenthal sobre os 6 meses que ficou no Haiti a serviço da MINUSTAH. O autor fez parte do primeiro contingente brasileiro a chegar em Porto Princípe logo que a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti foi criada.

Apesar de não concordar com muitas das opiniões levantadas pelo autor, é de suma importância a publicidade do livro para que outros leitores tenham conhecimento do livro e tirem por si suas opiniões.

Transcrevo a crítica feita por Elias Ribeiro Pinto, do Jornal Diário do Paraná: “O relato de Taylon Ruppenthal nos lembra como no Exército do Brasil ainda há espaço para o discurso golpista e a ‘arrogância teatral das relações de caserna’, além de disposição para aderir à violência institucionalizada em troca de prestígio internacional, cumprindo um ritual de dar aparência de consenso ao que é apenas a vontade de um Estado único”. Elias Ribeiro Pinto, Diário do Paraná, 30 set. 2007. Caderno D, p. 7.

Título: Um soldado brasileiro no Haiti.

Autor: Tailon Ruppenthal.

Editora: Globo.

Haiti, depois do inferno II

No último final de semana mergulhei novamente na história da tragédia haitiana ocorrida em 12 de janeiro de 2010. Coincidentemente faltam poucos dias para que que se complete um ano da ocorrência do terremoto devastador que assolou aquele país caribenho e o mundo.

O livro é um relato sobre o que o jornalista Rodrigo Alvarez viu nos 12 dias que passou no Haiti logo após o terremoto. Entre muitas histórias de morte e sofrimento me chamou a atenção as histórias dos “milagres” que aconteceram simplesmente porque estavam no lugar certo, na hora certa ou até mesmo no lugar errado, na hora errada. 

Uma outra passagem saltou aos meus olhos quando eu estava lendo merecendo a transcrição de parte do seu texto: “De volta a Nova York, na cidade onde todos parecem ilhados em seus próprios assuntos, era difícil entender como o mundo podia ter desabado a apenas três, quatro horas dali e ninguém no metrô, ou em Wall Street, ou nas ruas agitadas do West Village, ou na agitação da Quinta Avenida, ninguém parecia minimamente tocado por aquilo. Talvez até estivessem, mas eu não via.

Afinal o estranho era eu. O Haiti ainda em destaque na capa do new york times, ainda merecia pelo menos uma página diária no Wall Street Journal, mas, ainda que muitos se impressionassem com as notícias que chegavam a cada minuto pela tevê e pela internet, aquele não era um problema da população americana” (p. 115/116).

O problema desta passagem é que isto não me lembrou apenas Nova York, mas São Paulo, Londres, Tóquio, …

Sem dúvida é leitura que recomendo!

Peacemaking and Peacekeeping for the New Century

O livro é fruto de um seminário especial que ocorreu em Março de 1995. O Governo da Áustria e a IPA (International Peace Academy) firmaram uma parceria para realizar o seminário em grande estilo para comemorar tanto os 25 anos do Seminário Anual de Viena como também o cinquentenário das Nações Unidas.

O encontro reuniu diversas personalidades do campo de “operações de construção da paz” e de “operações de manutenção da paz” com a intenção de, por meio dos 50 anos de experiência das Nações Unidas, estabelecer medidas de aprimoramento e fortalecimento das operações multilaterais de paz.

Editado por: Olara A. Otunnu e Michael W. Doyle.

Publicado por: Rowman & Littlefield Publishers, Inc.  

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