Arquivos de Categoria: Costa do Marfim

Enviado da ONU condena ataque que matou pelo menos sete pessoas em campo militar na Costa do Marfim

Representante Especial do Secretário-Geral e chefe da UNOCI Bert Koenders (UNOCI)

O enviado da ONU na Costa do Marfim condenou o ataque de hoje (6) contra a base militar em Abidjan que deixou sete soldados do exército nacional mortos e feriu gravemente outras dezenasde tropas. Um grupo armado atacou o campo militar das Forças Republicanas da Costa do Marfim (FRCI), no bairro de Akouédo, por volta das 3h e 30min da manhã, de acordo com um comunicado lançado pela Operação da ONU na Costa do Marfim (UNOCI). O grupo levou armas e munição do arsenal antes de deixar o acampamento.

“O número provisório do ataque é de sete mortos e cerca de uma dezena de feridos graves entre as fileiras da FRCI”, afirmou a UNOCI. O Representante Especial do Secretário-Geral e chefe da UNOCI, Bert Koenders, condenou fortemente o ataque, bem como os outros realizados no fim de semana contra a defesa marfinense e forças de segurança.

A UNOCI enviou forças de paz para ajudar a FRCI em seus esforços para proteger o acampamento e seus arredores, bem como a estrada principal que conduz ao acampamento. Os outros ataques tiveram como alvo uma delegacia e um posto de controle em Yopougon, Abidjan, e um campo da FRCI em Abengourou, no leste do país. Relatos dizem que não houve vítimas em Abengourou, mas cinco integrantes da FRCI foram mortos no ataque em Yopougon.

 

 

 

Equipe da ONU viaja hoje para investigar violações de direitos humanos na Costa do Marfim

Rupert Colville, Porta-voz do ACNUDH (ONU/Jean-Marc Ferré)

A agência de direitos humanos das Nações Unidas condenou hoje (24) o ataque que se realizou sobre um acampamento de relocaçãopara pessoas deslocadas internamente na Costa do Marfim, na semana passada.”O ataque, que foi claramente etnicamente motivado, ressaltando a necessidade urgente de combater a impunidade por violações passadas na Costa do Marfim”, disse o porta-voz do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (ACNUDH), Rupert Colville, a jornalistas em Genebra.

Pelo menos sete pessoas foram mortas como resultado do ataque ao acampamento em Nahibly, perto de Duékoué, no oeste do país, enquanto 67 outros foram feridos. O campo foi completamente queimado até o chão, e seus 5 mil habitantes fugiram. A equipe da ONU de investigação, incluindo oficiais de direitos humanos, está sendo despachada para a área hoje para uma missão de 10 dias, segundo o ACNUDH.

Colville notou que, no auge da crise pós-eleitoral em março do ano passado, dois massacres ocorreram na área Duékoué-Guiglo. Um supostamente resultou na morte de cerca de 100 membros da comunidade étnica Dioula e o outro na morte de cerca de 244 membros em sua maioria homens do grupo étnico Guere, durante a captura de Duékoué em 28 de março de 2011 pelas Forças Republicanas da Costa do Marfim (FRCI).

“Parece que o ataque ao campo de deslocados em Nahibly foi direcionado aos membros da comunidade Guere, que está sendo acusada pela comunidade Dioula por um assalto à mão armada no início do dia na sexta-feira, durante o qual cinco Malinké [sub-grupo étnico Dioula] foram mortos”, disse ele.

“Mais do que um ano depois da violência étnica de março de 2011 em Duékoué, pouco progresso foi feito na promoção da justiça e responsabilidade”, Colville acrescentou.  O ACNUDH está encorajando o governo a processar os autores de todos os lados do espectro político, através de um processo judicial justo e imparcial, para levar o país adiante.

 

 

 

Forças de Gbagbo atiram contra pessoal da ONU na Costa do Marfim

NOVA YORK — Forças leais ao presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, atiraram contra funcionários das Nações Unidas no aeroporto de Yamusukro, sem deixar vítimas, informou um representante da ONU nesta segunda-feira.

Especialistas da missão de paz da ONU estavam no aeroporto de Yamusukro (capital política da Costa do Marfim) para verificar a presença de três helicópteros de ataque procedentes da Belarus e destinados às forças de Gbado, o que violaria o embargo das Nações Unidas, quando foram alvo de disparos.

O grupo “foi obrigado a se retirar”, mas ninguém ficou ferido, revelou o responsável. Após o incidente, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança.

Alassane Ouattara, adversário de Gbagbo, é reconhecido como presidente da Costa do Marfim por quase toda a comunidade internacional, após a eleição presidencial de 28 de novembro, mas Gbagbo ignora sua vitória na votação.

Fonte: Plano Brasil

Sete capacetes azuis morrem em emboscada na Costa do Marfim

Sete capacetes azuis da Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim (ONUCI) morreram nesta sexta-feira em uma “emboscada” no oeste do país, anunciou à AFP um porta-voz da missão da ONU.

“Segundo um registro provisório, sete capacetes azuis do Níger perderam a vida em uma emboscada no oeste do país, na região ao sul do povoado de Tai”, próximo à fronteira com a Libéria, indicou o porta-voz, destacando que foi o “primeiro ataque deste tipo” contra capacetes azuis na Costa do Marfim.

7000 capacetes azuis controlam segurança nas eleições na Costa do Marfim

Hoje na Costa do Marfim foram iniciadas eleições parlamentares, que devem dar impulso ao desenvolvimento democrático do país após a crise política e a guerra civil.

Alassane Uattara, que venceu na guerra, organiza as eleições numa expetativa de acabar o período de caos no país, que tem durado quase 10 anos. Contudo, as colisões ocorridas durante a campanha pré-eleitoral não convencem os observadores em que a situação na Costa do Marfim começou a normalizar-se.

A ordem nas eleições está assegurada por 25 mil milicianos das forças de segurança do país, que recentemente guerrearam nas formações militares de Uattara, e 7 mil pacificadores da ONU
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Côte d’Ivoire: ONU prolonga mandato de missão no país

Nova Iorque, EUA – O Conselho de Segurança das Nações Unidas prolongou quarta-feira por um ano suplementar o mandato da Operação das Nações Unidas na Côte d’Ivoire (ONUCI) para ajudar o país a resolver os problemas com os quais está confrontado após a recente crise pós eleitoral.

Graças à resolução 2000 adotada por unanimidade, o Conselho decidiu que a ONUCI deve permanecer no país até 31 de julho de 2012 com os seus efetivos actuais de quase nove mil e 800 soldados, incluindo os dois mil soldados suplementares desdobrados no início deste ano após a violência pós-eleitoral.

O Conselho indicou que a Côte d’Ivoire está confrontada atualmente com uma série de tarefas importantes no período pós-crise, das quais o restabelecimento do Estado de Direito, a reconciliação nacional, a organização de eleições legislativas e o relançamento económico.

Ele notou igualmente que « a missão vai ajudar na realização destas tarefas e de outras recomendadas pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, no seu recente relatório onde ele solicitou o prolongamento do mandato da ONUCI por um ano suplementar ».

Ban declarou no seu relatório que “o balanço da crise é pesado para a Côte d’Ivoire e o país não pode, sozinho, desenvolver-se rapidamente a um nível onde será capaz de produzir recursos próprios significativos para fazer face às ameaças e às prioridades imediatas”.

“O país necessitará da nossa ajuda neste momento crítico para lhe permitir desenvovler-se”, acrescentou.

A Côte d’Ivoire sai duma crise que terminou em meados de Maio com a rendição do antigo Presidente, Laurent Gbagbo, que pôs termo a oito meses de violência após a sua recusa de entregar o poder ao Presidente eleito, Alassane Ouattara.

A ONUCI foi criada em 2004 pelo Conselho de Segurança da ONU para facilitar o processo de paz no país que foi dividido em dois pela guerra civil de 2002 – O Norte favorável aos rebeldes e o Sul ao Governo.

Fonte: Agência Angola Press

http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2011/6/30/Cote-Ivoire-ONU-prolonga-mandato-missao-pais,5f7d1425-e877-4795-95cd-9c8399dd7908.html 

Gbagbo é preso na Costa do Marfim, diz França

AE – Agência Estado

Tropas leais ao líder da Costa do Marfim Alassane Ouattara capturaram hoje seu rival Laurent Gbagbo em Abidjã. A informação foi divulgada pelo embaixador francês Jean-Marc Simon. Helicópteros da Organização das Nações Unidas (ONU) e da França disparavam hoje mísseis na residência presidencial onde Gbagbo tentava se manter no poder.

Segundo o presidente francês, Nicolas Sarkozy, esse ataque foi uma represália contra ataques ao pessoal da ONU, missões diplomáticas estrangeiras e civis. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e Sarkozy autorizaram os ataques, iniciados na noite de ontem. Eles acusam Gbagbo de seguir usando artilharia pesada contra civis.

Gbagbo perdeu há mais de quatro meses o segundo turno das eleições presidenciais no país para Ouattara. No entanto, ele se recusa a deixar o poder. Durante as últimas duas semanas, Gbagbo perdeu o controle de praticamente todo o país do oeste da África. Forças leais a Ouattara varreram tropas governamentais a partir do norte e oeste, chegando até Abidjã, capital comercial da Costa do Marfim. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

Fonte: O Estadão

ACNUR retoma distribuição de ajuda humanitária a milhares de deslocados marfinenses

DUEKOUE, Costa do Marfim, 07 de Abril   (ACNUR) – A situação de relativa calma permitiu que o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) retomasse a distribuição de ajuda humanitária a dezenas de milhares de pessoas deslocadas em Duékoué, cidade no oeste da Costa do Marfim.

Nesta manhã, a CARITAS,   parceira  operacional   do  ACNUR, começou a distribuir   cobertores,   colchões,  lençóis  de  plástico,  utensílios  de cozinha, galões de água, sabonetes  e kits de higiene na missão católica de Duékoué. O Programa Alimentar Mundial (PMA) realizou, ao mesmo tempo, uma distribuição de alimentos.

De acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), ao menos 800 pessoas foram mortas no dia 29 de março em atos de violência intercomunitária em Douékoué, que atualmente está sob o comando de forças leais ao candidato a presidente Alassane Ouattara.

Todos os partidos negaram a responsabilidade pelos massacres em Douékoué, que vem sendo alvo de violência desde dezembro. Após o ápice do conflito, mais de 50 mil pessoas encontraram refúgio na missão católica, que é protegida pelas forças de manutenção de paz das Nações Unidas.

Desde a metade do mês de março o ACNUR foi impossibilitado de trabalhar no oeste do país devido à  situação de insegurança. No entanto, os kits de sobrevivência distribuídos hoje foram levados de caminhão até a missão católica de Douékoué a partir da cidade de Man, onde estão localizados os escritórios operacionais do ACNUR e de outras organizações humanitárias.

Tane Bamba supervisiona as operações do ACNUR no oeste da Costa do Marfim e estava presente no momento da distribuição. “Eu posso ver nos olhos dos deslocados internos o alivío pelo retorno da comunidade humanitária”, disse. “Muitos deles continuam assustados e traumatizados após os massacres. O fato de terem ficado sozinhos por quatro semanas não ajudou”, explicou Bamba.

Bamba e sua equipe trabalham com as autoridades locais a procura de prédios públicos vazios. O intuito é que estes prédios ajudem a aliviar a superlotação da missão católica, onde o ACNUR ajudou a registrar mais de 27 mil deslocados internos entre domingo e terça-feira.

Um grande número de deslocados disse aos funcionários do ACNUR que esperava que a segurança fosse restaurada em suas cidades de origem para que pudessem retornar aos seus lares. Contudo, a região continua sendo palco de graves tensões étnicas.

Organizações humanitárias estimam que mais de 100 mil pessoas estão deslocadas no oeste da Costa do Marfim enquanto outras 135 mil fugiram para a Libéria. Aproximadamente metade dos deslocados encontra-se em Douékoué e suas intermediações.

Embora o conflito entre partidários de Alassane Ouattara e Laurent Gbagbo pareça ter acabado, um grande número de marfinenses ainda continua escondido na mata.

Em Zouhan-houyen, a polícia local pediu a ajuda do ACNUR depois de reunir mais de 11 mil pessoas que deixaram suas casas. Uma equipe da agência das Nações Unidas para refugiados foi enviada até a área na última quarta-feira com kits de sobrevivência para 5 mil pessoas. No escritório de Man, o ACNUR dispõe de material suficiente para ajudar quase 20 mil pessoas e espera conseguir itens de ajuda para outras 25 mil.

“Temos que encontrar as pessoas que estão escondidas na mata e levá-las para locais de acolhida de deslocados internos, onde possam ter acesso a água, comida e assistência médica. Alguns não sabem ainda que os conflitos cessaram”, afirmou Tane Bamba.

Apesar da relativa paz no oeste, os combates em Abidjan, centro financeiro do país, continuam. Na tarde desta quinta-feira vários funcionários do ACNUR continuam presos no escritório da cidade com outros 300 refugiados liberianos.

Fonte: ACNUR Brasil

Exército francês e ONU tomam conta do aeroporto de Abidjan

Um porta-voz francês informou que a ação tem como objetivo permitir a aterrisagem de aviões civis e militares para a retirada dos estrangeiros do país, que vive uma violenta guerra civil

Redação ÉPOCA, com Agência EFE

A Missão das Nações Unidas na Costa do Marfim e a missão francesa Licorne, que também atua no país, assumiram neste domingo (3) o controle do aeroporto internacional de Abidjan, capital marfinense, segundo informou o Estado-Maior do Exército francês. Um porta-voz francês informou que a ação tem como objetivo permitir a aterrisagem de aviões civis e militares para a retirada dos estrangeiros do país, que vive uma violenta guerra civil.

Por toda Abidjan, tropas francesas e da Onuci patrulham as ruas da cidade, buscando garantir a segurança de refugiados. A França informou que enviou mais 300 soldados de seu Exército para a capital, somando-os ao contingente de 1,1 mil que já se encontrava lá. Até o momento, porém, essas tropas não realizaram nenhuma ação de evacuação dos estrangeiros porque, segundo a Licorne, essa é uma decisão que caberia aos Ministérios das Relações Exteriores de seus respectivos países.

O Exército francês indicou que há cerca de 1,4 mil refugiados na base militar de Port Bouet, pertencente à missão Licorne. Desses, um terço são cidadãos franceses. Segundo um porta-voz da Licorne, o único objetivo da missão é garantir a segurança desses estrangeiros no local.

Na última quinta-feira, a situação em Abidjan começou a piorar após soldados e policiais que antes apoiavam o presidente de facto, Laurent Gbagbo, se retirarem da cidade. Logo em seguida, inúmeros saques foram registrados, e os refugiados começaram a chegar à base para fugir da violência.

A Costa do Marfim vive em guerra civil desde que Gbagbo não aceitou entregar o poder ao presidente eleito, Alassane Ouattara, reconhecido internacionalmente como vencedor das eleições de novembro passado.

A França informou neste domingo que o presidente Nicolas Sarkozy manterá uma nova reunião no Palácio do Eliseu com membros de seu Gabinete para analisar a situação na Costa do Marfim.

Fonte: Revista Época online

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI223174-15227,00-EXERCITO+FRANCES+E+ONU+TOMAM+CONTA+DO+AEROPORTO+DE+ABIDJAN.html

Forças de Gbagbo atiram contra pessoal da ONU na Costa do Marfim

NOVA YORK — Forças leais ao presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, atiraram contra funcionários das Nações Unidas no aeroporto de Yamusukro, sem deixar vítimas, informou um representante da ONU nesta segunda-feira.

Especialistas da missão de paz da ONU estavam no aeroporto de Yamusukro (capital política da Costa do Marfim) para verificar a presença de três helicópteros de ataque procedentes da Belarus e destinados às forças de Gbado, o que violaria o embargo das Nações Unidas, quando foram alvo de disparos.

O grupo "foi obrigado a se retirar", mas ninguém ficou ferido, revelou o responsável. Após o incidente, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança.

Alassane Ouattara, adversário de Gbagbo, é reconhecido como presidente da Costa do Marfim por quase toda a comunidade internacional, após a eleição presidencial de 28 de novembro, mas Gbagbo ignora sua vitória na votação.

Fonte: AFP

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5ik0pRlT8ZIRnu8XUYX44nbALr9Bw?docId=CNG.69c53efaa3455fb561ad0bc712ac184a.251

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