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Após mortes, missão da ONU pede ao Talebã que detenha uso de explosivos

Pelo menos 18 mulheres morreram na sexta-feira após explosão de ônibus em distrito no Afeganistão; bombas improvisadas são as que mais matam civis no país.

Unama pede proteção de civis

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 A Missão de Assistência da ONU no Afeganistão, Unama, condenou a morte de pelo menos 18 mulheres no distrito de Daulatabad.

As mortes ocorreram na manhã de sexta, quando um ônibus que levava convidados para um casamento passou sobre um explosivo improvisado, que havia sido colocado em uma estrada movimentada.

Perigo

Outros 15 civis, incluindo crianças, ficaram feridos. Segundo a nota da Unama, emitida no sábado, há suspeitas de que o grupo Talebã tenha sido o responsável por colocar o explosivo no local.

A Unama pediu aos líderes do Talebã que proibam publicamente essas armas e parem de usa-las. Segundo a Missão, os explosivos improvisados mataram 340 civis entre janeiro e o final do mês de setembro, um aumento de 30% na comparação com o ano passado.

A Unama lembrou que os explosivos são especialmente perigosos, já que não distingue alvos militares de civis e podem ser detonados acidentalmente por qualquer pessoa.

A Missão pediu novamente aos “elementos anti-governo” que protejam e respeitem a vida de todos os civis no Afeganistão.

Mulher-bomba provoca atentado no Afeganistão em reação ao filme anti-Islã e mata 12 pessoas

Ataque suicida contra micro-ônibus em Cabul, no Afeganistão

Ataque suicida contra micro-ônibus em Cabul, no Afeganistão

Um atentado à bomba em Cabul, capital do Afeganistão, matou  pelo menos 12 pessoas, oito sul-africanos e três afegãos, nesta terça-feira (18).

O atentado suicida foi assumido pelo grupo Hezb e Islami (Partido Islâmico) que diz ter promovido a ação para “vingar” a divulgação do filme “A Inocência dos Muçulmanos”, produzido nos Estados Unidos, que satiriza o profeta Maomé e o islamismo. O porta-voz do Hezb e Islami, Zubair Sidiqi, disse que o atentado foi provocado por Fátima, uma jovem de 22 anos que integra o grupo.

O ataque aconteceu em uma estrada que leva ao aeroporto internacional de Cabul. A suposta suicida dirigia o próprio veículo e bateu contra uma van que transportava funcionários de uma empresa de aviação, segundo informou o ministério de Relações Exteriores da África do Sul.

O grupo Hezb e Islami é considerado o segundo mais importante entre os radicais afegãos, depois dos talibãs. É liderado por Gulbuddin Hekmatyar, ex-chefe da resistência à invasão soviética (1979-1989) no país. O grupo se concentra no Leste do Afeganistão e nos arredores de Cabul.

Cabul tem um aparato de segurança melhor do que outras cidades afegãs, mas é um alvo recorrente da insurgência taleban e de outros grupos jihadistas, que têm o objetivo de golpear as tropas internacionais no país e as instituições do governo afegão.

O último ataque suicida ocorreu em 8 de setembro e matou cinco adolescentes na zona diplomática de Cabul. Os talebans lutam para derrubar o governo afegão e forçar a saída do país das tropas internacionais, e com isso instaurar um regime fundamentalista islâmico, que governou o país entre 1996 a 2001, ano da invasão dos EUA.

O atentado também coincide com a decisão da Otan de restringir o número de suas operações conjuntas com as forças do Afeganistão, após a morte de dezenas de soldados nos últimos meses vítimas de policiais e soldados afegãos.

A maioria das patrulhas conjuntas e grupos de operação só serão realizados agora a partir de um determinado número de efetivos, e a cooperação com unidades menores deverá ser avaliada “caso a caso e aprovada pelos comandos regionais” da Otan, anunciou a Força Internacional para o Afeganistão (Isaf).

Protestos

As manifestações contra o filme entram hoje no sétimo dia. Na Tailândia, cerca de 500 muçulmanos protestaram hoje em frente à Embaixada dos Estados Unidos em Bangcoc.

Ontem (17) a representação diplomática dos Estados Unidos na Tailândia informou o encerramento das atividades devido às manifestações. Houve protestos ainda em mais 20 países, incluindo Afeganistão, Paquistão, Indonésia, Índia e Líbano.

Na Índia, em Srinagar, a maior cidade da Caxemira, centenas de manifestantes muçulmanos entraram hoje em confronto com forças de segurança, queimando um veículo. Um protesto contra o filme obrigou os comerciantes e empresários a fecharem lojas e empresas, no centro de Srinagar. A Índia tem aproximadamente 150 milhões de muçulmanos.

Durante o protesto em Srinagar os manifestantes atiraram pedras e queimaram um carro da polícia, enquanto as forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Os manifestantes, a maioria jovens, gritavam palavras de ordem contra os Estados Unidos e queimaram bandeiras norte-americanas e israelenses. (Com Lusa, Efe e AFP)

Fonte: UOL

ONU cobra dos EUA explicações sobre operações internacionais

Os Estados Unidos devem explicar quais são os critérios que amparam as mortes registradas em suas operações internacionais, como no Afeganistão, no Iraque, no Paquistão, na Somália e no Iêmen, cobrou o relator da ONU sobre execuções extrajudiciais, Christof Heyns. Em um relatório apresentado nesta terça-feira diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que está reunido em Genebra, o analista lembra que as forças americanas aumentaram o número de incursões e ataques aéreos com aviões não pilotados (“drones”) para atacar pessoas específicas.

O pedido de Heyns reitera o mesmo que efetuado por seu antecessor no cargo, o qual pedia que o governo americano especificasse seus critérios na hora de decidir “matar ou capturar” um indivíduo, assim como se as autoridades do país envolvido possuíam consentimento. O objetivo do relatório de Heyns é avaliar se a Administração de Barack Obama cumpriu ou não as recomendações realizadas pelo antigo relator, que fez uma visita aos Estados Unidos com esse objetivo ainda em 2008.

O atual relator, de nacionalidade sul-africana, critica os EUA em sua avaliação pela sua “falta de transparência” nessa questão, o que obrigou as organizações civis a realizar grandes esforços para investigar os ataques com “drones”. Apesar dos resultados dessa investigação serem diferentes, todos coincidem no aumento de sua utilização nos últimos três anos.

Apesar dos ataques serem dirigidos a supostos líderes ou integrantes ativos de grupos terroristas em um contexto de conflito armado, o relator cita que também há vítimas civis que morrem nestes ataques, principalmente em regiões onde a situação de conflito “não está clara”. “Desde 2004, cerca de 300 ataques com ”drones” já foram realizados no Paquistão, sendo que o número de mortos pode se quadruplicar. Entre as vítimas, aproximadamente 130 poderiam ser civis”, indica o analista da ONU em seu relatório.

O documento acrescenta que no Paquistão, Somália e Iêmen não se estabeleceu um sistema de compensação para as vítimas ou suas famílias, como se fez no Iraque e no Paquistão. “O governo (dos EUA) deve esclarecer que procedimentos são usados para garantir que estes assassinatos seletivos seguem as normas do direito humanitário internacional e dos direitos humanos, assim como as medidas que podem permitir uma pesquisa pública, independente e efetiva em casos de violação”, ressalta Heyns.

Além disso, Heyns também faz questão de declarar sua preocupação pelo precedente que esta prática pode gerar, já que a mesma poderia permitir que qualquer Governo, sob o pretexto de luta contra o terrorismo, possa assassinar um indivíduo em outro país se considerar que o alvo representa uma ameaça para sua segurança. Por outra parte, o relator também ressalta certos avanços e o cumprimento de algumas das recomendações formuladas por seu antecessor para solucionar situações como a morte de imigrantes detidos.

No entanto, Heyns considera que esse tema continua sendo preocupante ao lembrar que muitas mortes já foram registradas em situações que “a prisão não era necessária e nem apropriada”. Apesar dos avanços em relação aos “drones”, o relator explicou que as autoridades americanas ainda precisam esclarecer muitos temas relacionados à aplicação da pena de morte, já que os EUA possuem 3.251 presos no chamado “corredor da morte”, e ao persistente problema das “disparidades raciais” em sua imposição. EFE

Fonte: Terra

Jan Kubis é nomeado chefe da missão da ONU no Afeganistão

A ONU nomeou esta quarta-feira o ex-ministro eslovaco do Exterior, Jan Kubis, novo chefe da missão da organização no Afeganistão. Kubis, 59 anos, assumirá a direção da Missão de Assistência no Afeganistão (Unama) em 1º de janeiro de 2012, com o objetivo de fortalecer os esforços políticos internacionais neste país castigado pela guerra, em um momento em que os Estados Unidos e seus aliados começaram a retirar suas tropas.

Chefe da diplomacia eslovaca entre 2006 e 2009 e posteriormente secretário-geral da Comissão Econômica da ONU para a Europa, Kubis substituirá o sueco Staffan de Mistura em seu novo posto de chefe de missão no Afeganistão.

Fonte: Terra

ONU perde 3 funcionários em ataque no Afeganistão

O Alto Comissáriodas Nações Unidas para Refugiados (Acnur) informou que três de seus funcionários estão entre as cinco pessoas que morreram após um ataque suicida na cidade de Kandahar, sul do Afeganistão. A agência informou também, em comunicado, que outros dois funcionários ficaram feridos no ataque ocorrido na manhã desta segunda-feira.O chefe de polícia da província, Abdul Razzaq, disse que o suicida dirigiu uma picape cheia de explosivos até um posto de verificação perto de um complexo que abriga escritórios da ONU e de outros grupos humanitários internacionais, explodindo o veículo. A seguir, três insurgentes seguiram para o complexo e durante horas trocaram disparos com as forças de segurança. Os três atacantes foram mortos.

“Esta é uma tragédia para o Acnur e para as famílias dos mortos e feridos”, disse o alto comissário para Refugiados, Antonio Guterres, em comunicado. “Isso (o incidente) destaca os grandes riscos enfrentados pelos trabalhadores humanitários no Afeganistão.”

Foi o segundo grande ataque em três dias que teve como alvo estrangeiros ou tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no país e mostra a capacidade dos insurgentes em continuar a realizar grandes ataques apesar da campanha de 10 anos da Otan contra eles.

O atentado ocorreu dois dias após 17 pessoas terem morrido num ataque em Cabul contra a missão da Otan. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

 

Fonte: Diário Grande ABC

Hillary chama ataque à Embaixada dos EUA em Cabul de ‘covarde’ e promete resposta

Policiais carregam corpo de vítima no Centro de Cabul - Reuters

CABUL e WASHINGTON – Os confrontos entre policiais e insurgentes que atacaram a embaixada americana em Cabul e a sede da Otan se estenderam pela noite na capital afegã, mas os EUA já tentam mostrar que não vão se intimidar com a ação, reivindicada pelo Talibã. Pelo menos nove pessoas morreram – entre elas quatro policiais, três civis e dois insurgentes – e 23 ficaram feridas nos múltiplos ataques realizados pela milícia, que também atingiu prédios do governo afegão.

A Casa Branca disse que o ataque – que não provocou vítimas nem entre os funcionários americanos, nem na sede da Otan – não vai deter a missão dos EUA no Afeganistão. Já a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, classificou a ação como “um ataque covarde” e prometeu buscar punição para os culpados.

– Nós tomaremos todas as medidas necessárias, não apenas para garantir segurança para nosso povo, mas também para manter a área segura e garantir que aqueles que perpetraram este ataque sejam responsabilizados – afirmou Hillary, elogiando os funcionários dos EUA em Cabul. – Eles não serão intimidados por este ataque covarde.

Quatro afegãos ficaram feridos quando um foguete atingiu o complexo da embaixada americana, entre eles uma menina que aguardava um visto. Ao anoitecer, ainda havia insurgentes em um prédio em construção ao lado da embaixada, tomado pelos atiradores e usado como base para o ataque.

Forças do Afeganistão e tropas estrangeiras enfrentaram os talibãs no centro de Cabul. Pouco depois do início dos combates na região, um homem-bomba atacou um prédio da polícia no Oeste da cidade, matando um policial, e outro terrorista suicida feriu duas pessoas perto de uma escola na mesma região.

Afegãos se escondem durante confrontos - AFP

O Talibã disse ainda que um comboio militar foi atacado perto do aeroporto. Um foguete atingiu um prédio da Tolo TV e outro caiu perto de um ônibus escolar, que estaria vazio. Foi o primeiro ataque da milícia a atingir simultaneamente diferentes pontos de Cabul.

– Os alvos principais dos atiradores são o prédio da agência de inteligência e um ministério – disse por telefone Zabihullah Mujahid, um porta-voz dos insurgentes.

Ação é o quarto grande ataque a Cabul em três meses

A ação foi o quarto grande ataque em Cabul desde junho, e a segunda incursão do Talibã na cidade em menos de um mês, levantando dúvidas sobre o cronograma para a retirada de tropas estrangeiras, prevista para terminar em 2014. Em agosto, homens-bomba atingiram a sede do British Council, matando nove pessoas.

Quase dez anos depois da invasão americana, motivada pelos ataques de 11 de setembro de 2001, os novos episódios lembram que ainda são altos os níveis de violência no país.

Desde sua eleição, o presidente Barack Obama tenta concentrar os esforços dos EUA no Afeganistão, onde a atual estratégia americana está destinada a conter o crescimento da insurgência talibã e abrir caminho para a futura retirada das tropas.

Fonte: O Globo

Atentado mata funcionários da ONU no Afeganistão

Agências de notícias dizem que pelo menos oito morreram, mas não há confirmação oficial do número de vítimas fatais; segundo testemunhas, ataque ocorreu durante protestos em frente do centro de operações da Missão Unama, no norte do país.

Ataque à Missão da ONU

Ataque à Missão da ONU

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Farhan Haq, confirmou que funcionários da organização morreram durante um ataque ao escritório da ONU, nesta sexta-feira, em Mazar-e-Sharif, no norte do Afeganistão.

Farhan Haq disse que atentado ocorreu contra o Centro de Operações das Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão, Unama.

Protesto

Ainda não se sabe o número exato de vítimas fatais e feridos. Mas agências de notícias dizem que pode haver pelo menos oito mortos.

Segundo testemunhas, o ataque ocorreu durante um protesto em frente ao prédio da Unama, em Mazar-e-Sharif.

O representante especial do Secretário-Geral, Staffan de Mistura, deslocou-se, imediatamente, à cidade para acompanhar a situação.

Um porta-voz da ONU no local do atentado disse que ainda está tentando checar os fatos e ajudar as vítimas.

Fonte: Rádio das Nações Unidas.

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/194097.html

Guerra no Iraque

Eu tirei esta foto em frente ao Parlamento Britânico em Londres no dia em que fui assistir uma sessão na Casa dos Comuns e na Casa dos Lordes.

Enquanto eu estive em Londres aproveitei para ler os jornais todos os dias e todos os dias havia alguma notícia sobre as Guerras no Iraque e no Afeganistão. Diferente do que vemos no Brasil muito se fala sobre essas duas guerras no Reino Unido, afinal praticamente todos os dias há a triste notícia da baixa de algum soldado em campo. Segundo o site http://www.icasualties.org o Reino Unido perdeu 179 soldados na Guerra do Iraque e 278 soldados na Guerra do Afeganistão.

Entretanto, nada se compara ao número de civis que foram mortos durante a ofensiva no Iraque, que segundo o site www.usliberals.about.com, pode chegar a 600 mil quando são noticiados apenas de 50 a 100 mil.

Coincidentemente ou não, no mesmo dia a pauta de discussão da Casa dos Comuns estava, principalmente, voltada as novas medidas contra o terrorismo a serem adotadas em território britânico.

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