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Ronaldo e Roberto Carlos participam de jogo em Portugal para arrecadar fundos para refugiados no Mali e Quênia

 Em parceria com o ACNUR e o clube português Benfica, grandes nomes do futebol mundial participaram de ato contra a fome em Lisboa.

Luis Figo, ex-jogador e um dos organizadores do evento. (Pedro Fiuza/SL Benfica)

O famoso clube português Benfica venceu um adversário formado por diversas estrelas do futebol, lideradas por Luis Figo, por 5 a 1. Disputada nesta quarta-feira (18), em Lisboa, a partida celebrou a recente parceria com Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e teve o objetivo arrecadar fundos para os deslocados no Mali e Quênia.

A partida no Estádio da Luz foi iniciada pelo septuagenário Eusébio, lenda do futebol que defendeu o Benfica durante grande parte de sua carreira. Os 90 minutos seguintes foram marcados por um futebol de primeira. O jogo foi acompanhado por António Guterres, o Alto Comissário do ACNUR, e uma plateia VIP.

O Benfica entrou em campo com suas atuais estrelas enfrentando a equipe liderada por Luis Figo, eleito jogador do ano em 2001 e um dos mais importantes de Portugal. Seu time contou com grandes nomes, como o meia e atual diretor do Benfica, Rui Costa, o italiano Fabio Cannavaro, Dwight Yorke da Jamaica, os brasileiros Ronaldo e Roberto Carlos, os holandeses Ronald De Boer e Edgar Davids, entre outros. O time foi treinado pelo ex-técnico da Inglaterra, Sven Goran Eriksson.

O Alto Comissário António Guterres (de gravata rosa) durante o jogo em Lisboa, com Luis Figo e Eusebio. (Pedro Fiuza/SL Benfica)

O evento foi chamado de “Um ato contra a fome” e levou 33 mil espectadores ao estádio. Parte dos recursos arrecadados será utilizada em programas de alimentação implantados pelo ACNUR no Mali e no campo de Kakuma, no Quênia, que abriga principalmente refugiados sudaneses.

O jogo foi o primeiro de uma série de eventos destinados a angariar fundos para as operações do ACNUR no âmbito da parceria firmada recentemente com a Fundação Benfica. Todos os jogadores entraram em campo com o logotipo do ACNUR no uniforme.

“O Benfica segue valores universais de humanismo, é um clube comprometido com a responsabilidade social”, afirmou Luis Filipe Vieira, presidente da Fundação Benfica. “Vamos continuar desenvolvendo ações em benefício dos refugiados e deslocados. Juntem-se a nós”, disse ele chamando o público.

Ex-primeiro ministro de Portugal, Guterres estava encantado com o grande número de pessoas de sua cidade natal que apoiavam aos refugiados. “É extraordinário que 33 mil pessoas tenham comprado ingresso e vindo até aqui neste momento financeiramente tão delicado”.

O Alto Comissário também agradeceu a participação do jogador Luis Figo e o apoio de sua fundação. “Sinto uma profunda gratidão e me orgulho pela realização deste evento”, disse Guterres. A parceria lançará em breve uma campanha contra a xenofobia, a intolerância e o racismo.

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ACNUR leva esporte a milhares de refugiados

Kit doado ao Projeto Juventude Kurisanani na África do Sul. (ACNUR)

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) ajudará a distribuir kits esportivos em 20 países durante os próximos dois anos. A ação tem o objetivo de levar o esporte para mais de 150 mil jovens que vivem em campos de refugiados.

Lançado recentemente na Índia e na África do Sul, o programa é uma parceria entre o ACNUR, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a empresa sulcoreana Samsung.

Cada kit contém equipamentos básicos para até 300 jogadores, incluindo bolas, coletes, bonés, camisas e giz para desenhar um campo. O material permitirá aos jovens organizar partidas que promovam uma atmosfera de mais normalidade no dia a dia dos campos.

Os kits esportivos serão distribuídos em 20 locais escolhidos pelo ACNUR na África, Ásia e América do Sul. O presidente do COI, Jacques Rogge, disse que a distribuição dos kits esportivos possibilitará a “muitos jovens experimentar a alegria do esporte. Eles merecem viver como outros jovens do mundo: brincando e aprendendo”.

O ACNUR tradicionalmente promove a inclusão de crianças refugiadas em programas educacionais e práticas esportivas. O esporte desempenha o importante papel de diminuir a tensão e o medo entre pessoas que vivem em campos de refugiados.

O programa está sendo lançado a poucas semanas da abertura dos Jogos Olímpicos de 2012, que será realizada em 27 de julho, em Londres, e da qual participará o Alto Comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres.

 

 

 

Com comidas típicas, refugiadas colombianas e migrantes haitianas discutem integração

Migrantes haitianas se servem com comidas típicas preparadas por refugiadas colombianas em Manaus. Culinária solidária permitiu trocas de experiência sobre integração no Brasil. (ACNUR/ M.Gazzola)

Em volta de uma mesa e ao redor de fogões, panelas e utensílios de cozinha em um abrigo para mulheres na cidade de Manaus, refugiadas colombianas preparam para migrantes haitianas empanadas, patacones, guacamole e arepas. Mas a conversa vai além da troca de receitas de pratos típicos da culinária colombiana: é um momento em que as refugiadas e as migrantes trocam histórias de vida e experiências de integração na sociedade brasileira.

Esta “culinária solidária” foi promovida na semana passada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros em Manaus, a Cáritas Arquidiocesana de Manaus e a Obra Social São Francisco, para celebrar o Dia Mundial do Refugiado.

Principal cidade da Amazônia brasileira, Manaus tem recebido muitos cidadãos colombianos forçados a deixar seu país devido ao conflito interno na Colômbia para buscar refúgio e proteção no Brasil. No ano passado, cerca de 120 pessoas solicitaram refúgio na cidade, 96 delas colombianas.

Mais recentemente, Manaus se transformou no destino de milhares de migrantes haitianos que chegaram ao Brasil após janeiro de 2010, quando um terremoto devastou aquele país caribenho. Na Casa de Passagem Obra São Francisco de Assis, onde aconteceu o encontro com as colombianas, vivem cerca de 30 haitianas e seus filhos.

Para a refugiada Dina Luz Carmona Bossa, uma das “cozinheiras refugiadas”, preparar comidas para as migrantes haitianas foi uma maneira de fazê-las se sentir mais seguras e acolhidas no Brasil. “Foi um encontro muito especial para todas nós. Quisemos mostrar que existem pessoas que se preocupam com elas e com sua felicidade, que elas não estão sozinhas”, disse a jovem.

Dina vivia em Cartagena das Índias, na Colômbia, até que sua família precisou deixar o país por medo da ação de grupos paramilitares que atuavam em sua região. Antes de chegar ao Brasil, em 2011, a família mudou-se seis vezes de cidade. Hoje ela mora em Manaus com a mãe, uma irmã de 13 anos e outro irmão de 8 anos – todos refugiados reconhecidos pelo governo brasileiro.

A estudante haitiana Yoldine Pharius, de 18 anos, é uma das migrantes que se deliciou com os pratos típicos da cozinha colombiana. Ela chegou ao Brasil há seis meses com quatro amigos, sem família. A deterioração das condições de vida no Haiti após o terremoto a levou a encarar a longa – e, segundo ela, cara – viagem até o Brasil.

Depois de tantos meses comendo o que ela mesma e as colegas haitianas preparam na casa de acolhida, Yoldine queria muito experimentar uma comida diferente. “Gostei de tudo, principalmente das arepas de carne”, disse. Ela espera comer o prato novamente. E, se pudesse retribuir a gentileza das refugiadas colombianas, prepararia um prato típico do seu país, com frango frito e batatas.

Mickeze Constant, uma haitiana de 30 anos que vive na casa de abrigo, acredita que trocar experiências com quem foi forçado a deixar seu país de origem ajuda a superar as lembranças difíceis. “Conversando, percebo que há pessoas com a vida ainda mais dura que a minha. Ouvir as histórias dessas mulheres me faz aprender com seus erros e acertos”, contou ela, que perdeu um filho de 7 anos depois do terremoto e teve de deixar sua filha de 10 anos no país.

Apesar de ter passado por momentos traumáticos, Mickeze diz não ter dificuldades para se integrar. “Tenho muita facilidade de conviver com culturas diferentes. Me sinto acolhida no Brasil, gosto da cultura, do clima e do povo brasileiro”, disse.

Para o Representante do ACNUR no Brasil, Andrés Ramirez, a “culinária solidária” realizada pelas refugiadas colombianas em Manaus na Casa de Passagem Obra São Francisco de Assis ressalta a integração dessas mulheres no Brasil. “Este tipo de atividade é um incentivo ao processo de integração tanto para refugiadas quanto para as migrantes haitianas”, afirma Ramirez.

O Brasil possui cerca de 4.500 refugiados de mais de 70 nacionalidades diferentes. Os colombianos representam quase 15% desta população. É o segundo maior grupo de refugiados por nacionalidade, atrás apenas dos angolanos (37,5%).

(Matéria de Karin Fusaro, de Brasília; e Isabela Mazão e Sílvia Sander, de Manaus, para o ACNUR)

Fonte: ONU Brasil

NINGUÉM ESCOLHE SER UM REFUGIADO

A cada minuto, oito pessoas abandonam tudo para fugir de guerras, perseguições ou dos horrores de um conflito.

Se um conflito ameaçasse a sua família. O que você faria? Ficaria e arriscaria sua vida? Ou tentaria fugir, arriscando ser sequestrado, estuprado, violado, torturado ou algo pior?

Para muitos refugiados, a escolha é entre o terrível e algo ainda pior.

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Funcionários da ONU pedem que Conselho de Segurança crie novas abordagens para proteger civis

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse hoje (25/06) no Conselho de Segurança que os civis que tentam fugir de combates precisam de assistência urgente e proteção em diversos países do mundo. “Muitas pessoas estão morrendo, em muitos lugares. Às vezes são pegos no fogo cruzado, frequentemente são alvos. Cada vez mais somos testemunhas de uma terrível gama de violência sexual, desaparecimentos forçados, torturas e outros atos que violam flagrantemente os direitos humanos internacionais”.

A declaração de Ban foi proferida num debate aberto relativo à proteção de civis em conflitos armados no Conselho de Segurança, que contou com a presença de outros funcionários da ONU. Na ocasião ele destacou o crescente número de incidentes em que civis são alvos de conflitos armados, chamou a atenção para o papel fundamental do Conselho de Segurança para lidar com o problema e pediu novas abordagens a serem consideradas. De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), somente na Síria, mais de 1,5 milhão de pessoas necessitam de assistência.

O chefe da ONU citou ainda os conflitos recentes no Afeganistão, onde a missão da ONU tem relatado um aumento do número de mortes de civis, e Costa do Marfim, onde sete “capacetes azuis” servindo com a missão de paz da ONU recentemente perderam a vida defendendo os moradores de ataques armados. “Através desta geografia do conflito nós simplesmente precisamos fazer mais para proteger as mulheres e crianças, em particular, e para evitar mais ataques contra jornalistas, salvando mais vidas inocentes”, acrescentou Ban.

Fonte: ONU Brasil

Dia Mundial do Refugiado: milhões ao redor do mundo homenageiam todos aqueles forçados a se deslocar

© ACNUR/ T.Kanishcheva
O Coliseu, Roma, iluminado de azul, ontem a noite.

LONDRES, Reino Unido, 20 de junho de 2012 (ACNUR) – Milhões de pessoas na Ásia e na região do Pacífico iniciaram nesta quarta-feira as comemorações pelo Dia Mundial do Refugiado.

O tom veio do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, na mensagem sobre as mais de um milhão de pessoas deslocadas nos últimos 18 meses pela onda de conflitos na Costa do Marfim, Líbia, Mali, Somália, Sudão e Síria. “Mais do que estatísticas, estes números mostram a realidade de indivíduos e famílias cujas vidas foram abaladas, tiveram suas comunidades destruídas, e cujo futuro permanece incerto”, disse.

“O Dia Mundial do Refugiado é um momento para recordar todas as pessoas afetadas, e uma hora para intensificar o nosso apoio”, disse Ban Ki-moon. E acrescentou “Apesar da crise e da consequente restrição orçamentária em diversos lugares, não devemos nos afastar daqueles que necessitam. Refugiados deixam suas casas porque não têm escolha. Nós devemos escolher ajudá-los”.

O Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, comemora o Dia Mundial do Refugiado no Rio de Janeiro, onde participa de um debate sobre a vulnerabilidade de migrantes, refugiados e deslocados internos nas cidades, durante a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20.

© UNIC SA

© UNIC SA
O grupo Soweto Gospel Choir canta na África do Sul para celebrar o Dia Mundial do Refugiado.

Este ano, o ACNUR e seus parceiros –  incluindo, governos, doadores, ONGs, Embaixadores da Boa Vontade e refugiados –  participam de campanhas de sensibilização, atividades culturais, educacionais, ambientais e esportivas. Os eventos começaram no início desta semana.

No centro de muitas atividades do ACNUR está a campanha Dilemas, divulgada pela enviada especial Angelina Jolie e outras celebridades. Com base na premiada campanha “1”, de 2011, Dilemas descreve algumas das escolhas difíceis enfrentadas pelos refugiados, ajudando o público a vivenciar e, então, entender algumas das circunstâncias que colocam alguém em situação de refúgio. Para ver o site da campanha Dilemas acesse atue.acnur.org

Como em anos anteriores, monumentos ao redor do mundo estão iluminados com a cor azul, símbolo da ONU, incluindo o Coliseu em Roma, o Empire State Building em Nova York, a Torre CN em Toronto, e o enorme edifício Globo Ericsson, ou Globen, em Estocolmo.

Veja a seguir a mensagem da Enviada Especial do ACNUR, Angelina Jolie, para o Dia Mundial do Refugiado:

“O ACNUR acredita que apenas uma pessoa forçada a se delocar já é muito. E é verdade. Todo refugiado é importante, pois cada um tem sua própria história. Cada um sofreu mais do que eu mesma poderia suportar, e sobreviveu. E, mesmo com tudo isso , eles se levantam para viver outro dia.

Quando falamos em números, corremos o risco de esquecer do ser humano, mas os números contam uma história importante. No ano passado, 4,3 milhões de pessoas foram obrigadas a se deslocar. Existem 2,7 milhões de refugiados do Afeganistão e 12 milhões de pessoas no mundo são apátridas*. Pelo quinto ano consecutivo o número de pessoas forçadas a se deslocar em todo o planeta ultrapassou os 42 milhões.

Infelizmente, quando alguém se torna refugiado, esta condição se mantém por muitos anos – presos em campos de refugiados ou vivendo em situações precárias nas cidades de um país em desenvolvimento. Quase 75% dos refugiados sob a proteção do ACNUR estão nesta situação há mais de cinco anos. Sua segurança e bem-estar dependem da generosidade contínua dos países que mantiveram suas fronteiras abertas, dependem também dos esforços vitais para a entrega de ajuda humanitária, onde e quando ela é necessária.

Infelizmente, também, é que o número de deslocados cresce mais rápido do que a elaboração de soluções para este fenômeno. Tais soluções não são exclusivamente humanitárias, mas também políticas. A comunidade internacional deve dedicar-se à prevenção de conflitos, prestando a devida atenção neles desde o seu início e resolvendo-os o quanto antes. Esta é a única forma de criar soluções duradouras para os refugiados. Pessoas cuja força nos inspira neste Dia Mundial do Refugiado”.

Angelina Jolie, 20 de junho de 2012.

O ACNUR agradece a Sra. Jolie pela doação feita hoje de US$100.000,00, destinada ao trabalho com os refugiados sírios.

* Apátridas são pessoas sem nacionalidade reconhecida por nenhum país e, portanto, sem acesso aos seus direitos mais fundamentais.

Por: ACNUR

ONU: número de refugiados bate recorde em 2011

Refugiados carregam água em campo de refugiados na região do Alto Nilo, no Sudão do Sul. Foto: AFP

Refugiados carregam água em campo de refugiados na região do Alto Nilo, no Sudão do Sul   Foto: AFP

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) divulgou neste domingo relatório apontando 4,3 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar em 2011 e que 800 mil tornaram-se refugiadas. Segundo o Acnur, estes números indicam que o ano passado registrou um recorde de deslocamentos e o maior volume de refugiados desde 2000, números que foram fortemente influenciados pelas crises humanitárias na Costa do Marfim, Líbia, Somália e Sudão.

“O ano de 2011 vivenciou o sofrimento humano em uma escala épica. O custo pessoal foi enorme para todos aqueles que tiveram suas vidas drasticamente afetadas em tão curto espaço de tempo”, disse o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres. “Temos que agradecer ao sistema internacional de proteção, que se manteve firme na maioria dos casos, deixando as fronteiras abertas. Estamos num momento de desafio”, concluiu.

O relatório Tendências Globais 2011 é o principal documento anual do ACNUR sobre o cenário mundial de deslocamento forçado. O documento aponta que 42,5 milhões de indivíduos terminaram o ano de 2011 em uma situação de refúgio, seja como refugiados (15,42 milhões), deslocados internos (26,4 milhões) ou solicitantes de refúgio (895 mil).

Apesar dos números alarmantes, eles representam uma redução em relação aos 43,7 milhões de deslocados registrados no final de 2010. Esta diminuição foi causada pelo grande número de deslocados internos, 3,2 milhões de pessoas, que voltaram para casa em 2011.

Origem e destino
O relatório da Acnur aponta que o Afeganistão é o principal país de origem de refugiados (2,7 milhões), seguido pelo Iraque (1,4 milhão), Somália (1,1 milhão), Sudão (500 mil) e República Democrática do Congo (491 mil). Cerca de 80% dos refugiados do mundo vivem próximos dos países de origem, o que causa um impacto adicional às populações de refugiados já existentes nessas regiões.

De acordo com o documento, os principais países de destino são Paquistão (1,7 milhões de pessoas), Irã (886,5 mil), Quênia (566,5 mil) e Chade (366,5 mil). Entre os países industrializados, a Alemanha é o único que integra o grupo dos principais destinos, com uma população refugiada de 571,7 mil pessoas. O relatório ressalta, entretanto, que a África do Sul foi o país que mais recebeu pedidos individuais de refúgio em 2011 (107 mil), o que representa uma tendência verificada nos últimos quatro anos.

Fonte: Terra

Angelina Jolie é nomeada enviada especial do chefe do ACNUR

GENEBRA, 17 de abril de 2012 (ACNUR) – A agência da ONU para
refugiados anunciou nessa terça-feira que a atriz e humanitária Angelina
Jolie irá assumir um novo e maior papel no ACNUR, como Enviada Especial
do Alto Comissário, António Guterres.

Atuando na última década como Embaixadora da Boa vontade do ACNUR,
Jolie já visitou mais de 40 campos de refugiados ao redor do mundo e
tornou-se uma especialista sobre fenômeno dos deslocamentos forçados,
assim como uma defensora incansável dos refugiados e outros deslocados.

“Em sua nova função, ela estará mais focada em crises de larga escala
que resultem em deslocamentos massivos de pessoas, desempenhando funções
de ‘advocacy’, representando o ACNUR e o Alto Comissário a nível
diplomático e interagindo com interlocutores relevantes em questões
de deslocamentos globais”, afirmou em Genebra o porta-voz do ACNUR,
Adrian Edwards.

Edwards disse que Jolie terá seu foco em situações de emergência
complexas e trabalhará para facilitar soluções para deslocados por
motivo de conflitos. “O Alto Comissário Guterres agradece à Sra. Jolie
por aceitar esse cargo em uma hora crítica para os deslocamentos
globais. Seu novo status de Enviada Especial entra em vigor
imediatamente”, completou o porta-voz.

ACNUR Brasil
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Conflitos ocupam lugar da seca como a principal causa de deslocamento na Somália, afirma ACNUR

Criança somali recebe injeção em campo de refugiados no Quênia.

Insegurança e conflitos são atualmente as principais causas de deslocamento em Mogadíscio, capital da Somália, afetando mais de oito mil pessoas no mês de outubro. O dado revela uma situação distinta dos três primeiros trimestres do ano, quando a seca era a principal causa das fugas.

afirmação foi feita nesta terça-feira (29/11) pelo porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Andrej Mahecic. Ele informou que 500 pessoas deixaram suas casas por conta da seca no último mês.

Segundo Mahecic, no entanto, o conflito e as atividades militares também estão prejudicando o acesso da população a alimentos em outras regiões da Somália. Centenas de pessoas deixaram suas casas e estão viajando a pé para as fronteiras com outras cidades. O ACNUR observou que o deslocamento continua apesar das chuvas torrenciais que limitaram o movimento no sul e no centro do país. Apesar disso, muitas pessoas estão relutantes em se deslocar, temendo emboscadas ou tiroteios.

Os conflitos e a insegurança também estão afetando os campos de refugiados no Quênia. Funcionários da ONU relatam que não têm conseguido avaliar o número e as condições de novos refugiados no complexo de Dadaab. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), assim como o ACNUR, já demonstraram preocupação com o anúncio feito pelo grupo insurgente Al-Shabaab de que iria revogar permanentemente as permissões de trabalho de diversas agências da ONU nas regiões da Somália controladas por ele. O UNICEF e a OMS relataram que seus escritório foram invadidos e ocupados.

Fonte: ONU Brasil

ACNUR, USP E UNISANTOS lançam publicação sobre perspectivas do refúgio

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Católica de Santos (UNISANTOS) lançam hoje (23/11), em São Paulo, o livro “60 anos de ACNUR: Perspectivas de Futuro”. O livro é uma coletânea organizada pelos professores André de Carvalho Ramos, Gilberto Rodrigues e Guilherme Assis de Almeida, especialistas em Direitos Humanos e pesquisadores do tema do refúgio.

publicação homenageia os 60 anos da Convenção da ONU sobre o Estatuto dos Refugiados, que estabeleceu as bases da proteção internacional de refugiados. O lançamento acontece às 17h, na Sala da Congregação da Faculdade de Direito da USP (Largo São Francisco, 95, 1º andar).

O livro é uma iniciativa da Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM), criada pelo ACNUR para fomentar a pesquisa acadêmica e o conhecimento sobre a proteção internacional de refugiados, assim como os serviços de atendimento aos refugiados por parte de instituições de ensino superior. No Brasil, várias universidades estão associadas à CSVM, entre elas a USP e a UNISANTOS.

Para o representante do ACNUR no Brasil, Andrés Ramirez, o livro é “uma obra para refletir, analisar e debater os temas contemporâneos do refúgio, a partir de um olhar brasileiro e das demandas que o País tem recebido dos cenários nacional, regional e global”. O Brasil abriga cerca de 4,5 mil refugiados, de mais de 70 países, e exerce uma liderança regional no tema do refúgio.

Fonte: ONU Brasil

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