
Obrigado a todos que acreditaram no projeto do blog “parceirospelapaz” e me deram forças para realizá-lo.
Hoje já são mais de 1.000 visitas!!!
Missões de Paz das Nações Unidas

Obrigado a todos que acreditaram no projeto do blog “parceirospelapaz” e me deram forças para realizá-lo.
Hoje já são mais de 1.000 visitas!!!
O livro indicado da semana é o “Gender, Conflict, and Peacekeeping” editado por Dyan Mazurana, Angela Raven-Roberts e Jane Parpart.
O livro é uma obra bem trabalhada sobre a violência contra o gênero em países em conflito e pós-conflito.
Os capítulos foram dispostos de forma que o leitor primeiramente entenderá o que é violência contra o gênero e as consequências que os conflitos armados geram em relação aos crimes cometidos contra a mulher. O segundo capítulo trata do direito internacional e suas previsões legais contra tais crimes. Já o terceiro e quarto capítulos analisam as missões de paz e as situações fátidicas em lugares como Angola, Moçambique, Balcãs, Ruanda, Guatemala, entre outros.
É uma leitura indispensável para quem quer saber mais sobre violência contra o gênero. O mais legal é que o livro está disponível no Google Livros para dar uma olhada antes de comprar.
Editora: Rowman & Littlefield Publishers. Ano: 2005.
A nova Representante Especial Adjunta da Minustah é Kim Bolduc. 
Kim Bolduc tem uma trajetória de mais de 20 anos na ONU. Ela que nasceu no Vietnã, mas tem nacionalidade canadense começou sua carreira profissional em 1980 na área de cooperação internacional a serviço da Embaixada Canadense. Já em 1985 ela ingressou na ONU onde vem exercendo as mais diversas funções.
Kim que é especializada em resolução de conflitos e ações humanitárias já passou por diversos países na África e na América Latina.
Em entrevista à Rádio das Nações Unidas ela fala (em português) sobre os desafios da Minustah no Haiti.
http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/172643.html
Em homenagem ao Dia da Consciência Negra resolvi indicar um livro que explica o sentido de raça, discriminação e violência por questão de raça.
Infelizmente eu ainda tive a oportunidade de lê-lo, mas vi a entrevista do autor no Programa do Jô e achei o livro de conteúdo ímpar.
Demétrio Magnoli contou na entrevista que deparou-se com a exigência do MEC da classificação das raças dos alunos quando foi matricular sua filha no colégio. Não teve dúvidas e escreveu “raça humana” na ficha de matrícula. O ilustre filósofo diz que não existem raças, o que existe é o “mito das raças” criado há 150 anos junto com a expansão das potências europeias na África e na Ásia e usada para conquistar poder político e econômico, ou seja, era utilizada no intuito de subjulgar os povos colonizados, tidos como inaptos ou incapazes de compreender o modo civilizatório do colonizador.
O autor não se prende somente na análise da discriminação contra os negros, estuda também a discriminação contra os judeus na 2º Guerra Mundial, dos hutus e tutsis na Ruanda, das castas indianas, do apartheid na África do Sul, entre outras.
Imagina-se quantos conflitos não teriam sido evitados se pensássemos que na terra existe apenas uma raça: a raça humana!
Créditos: Uma gota de sangue – Demétrio Magnoli. Editora Contexto. 2009.
Achei essa vinheta foi muito criativa, portanto merecia um espaço aqui no blog.
Viñeta de Eneko – 7 de setembro de 2006 – www.20minutos.es
Para quem já esta envolvido com as missões de paz a Doutrina Capstone é mais do que conhecida, mas para quem está começando agora a pesquisar sobre esse tema é importante que conheça a doutrina logo de início.
A Doutrina Capstone é um manual que fornece surpote e orientação quanto à preparação, planejamento e execução das missões de paz da ONU. Prevê os principais objetivos e princípios em todos os níveis de uma missão, além de listar as lições aprendidas com as ações passadas. Colabora, ainda, para o melhor entendimento por parte dos participantes quanto às suas funções porque os orienta em relação as suas responsabilidades e limitações. Devido a constante atualização e reavalização se faz sempre atual.
Sem dúvidas é uma leitura indispensável.
(Disponível em pdf no site do DPKO)
Quem quiser saber mais sobre peacekeeping deve entrar no site Pearson Peacekeeping Centre.
Esse instituto canadense é especializado no treinamento de civis, militares e policiais. Desde 1994 já treinou mais de 18 mil pessoas para atuarem em zonas de conlflitos.
Recebi o e-mail de Larissa Jannson divulgando o documentário que ela e mais 2 colegas de faculdade produziram sobre o Genocídio em Ruanda.
Eu ainda não consegui assistí-lo por problemas técnicos no meu computador, mas estou aguardando o DVD prometido. Assim que possível prometo postar alguns comentários, enquanto isso para aqueles que conseguirem assistir o link segue abaixo:
“http://fiznamtv.com.br/video/ver/28425 (Parte 1) (neste bloco as legendas estão ausentes nos primeiros 2 minutos. São apenas partes de entrevistas contidas no material e esse problema não prejudica a compreensão do programa. Depois deste breve tempo, as legendas aparecem. No DVD este problema não existe.)
http://fiznamtv.com.br/video/ver/28427 (Parte 2)
http://fiznamtv.com.br/video/ver/28428 (Parte 3)
http://fiznamtv.com.br/video/ver/28429 (Parte 4 – Final)”
Segue também o link da entrevista concedida ao blog Pé na África da Folha de São Paulo:
Quem quiser entrar em contato com a Larissa basta mandar um e-mail para o “parceirospelapaz” que eu terei o maior prazer em reencaminhá-lo.
Pelo menos 50 soldados foram punidos com o rebaixamento do cargo militar ou a até 8 meses de prisão por acusações de abusos sexuais em missões de paz nos últimos 3 anos. Número considerado pequeno frente ao número de denúncias existentes.
Os dados foram publicados após o pedido de algumas organizações para que os países esclarecessem o que têm sido feito em relação as acusações de abuso sexual cometidos por soldados da ONU em missões como a do Congo.
A ONU tem competência para investigar as acusações de desvio de conduta, entretanto o processo e as penas aplicadas são de competência exclusiva dos governos a quem o soldado presta serviço. A única medida que a ONU pode tomar quando comprova que as alegações de abusos são verdadeiras é a repatriação dos soldados, além de baní-los de servirem em missões de paz futuramente.
Os crimes de abusos sexuais apareceram juntamente com a 1º missão de paz da ONU em 1948, mas há missões como na Bósnia e no Kosovo, no Camboja, no Timor-Leste e no Congo que eles tomaram uma enorme proporção. Em 2005, a ONU descobriu que no Congo alguns soldados trocavam favores sexuais por comida ou por pequenas somas de dinheiro.
Em resposta a essa atitude a ONU adotou a política de “tolerância zero” contra abusos sexuais e outras formas de desvio de poder, todavia a organização continua sem competência para processá-los e puní-los. Tema que vem sendo amplamente discutido no meio acadêmico, pois em mais de 450 casos de abusos sexuais relatados pela ONU aos países de origem dos solados obteve resposta em apenas 29.
Resta a conclusão que por ato de poucos acaba-se manchando o trabalho de muitos.
Estou lendo o manual do Departamento de Operações de Paz da ONU chamado “Gender Resource Package for Peacekeeping Operations” e estou achando um excelente material para se entender a questão das mulheres nas operações de paz.
O manual segue o padrão de escrita da ONU com inúmeras divisões de capítulos, assuntos, conceitos em caixas destacadas o que ajuda o leitor a entender cada pormenor, além de facilitar a busca por assuntos específicos.
O livro é praticamento completo, pois aborda os dois ângulos da missão de paz. De um lado analisa a questão das mulheres que participam das missões, incluindo temas como o treinamento, a segurança e as regras de condutas das mulheres em campo, as ações da ONU para aumentar a participação feminina tanto na área civil quanto na área policial e militar. De outro lado analisa questões referentes ao trabalho que a operações de paz podem fazer em favor da mulher, por isso não estão dispensados do livro temas como as mulheres e a AIDS, a assistência humanitária à mulher e à criança, a participação delas no sistema eleitoral e judiciário, os direitos humanos da mulher, entre muitos outros temas importantes.
Há uma versão em pdf disponível na internet, mas para que prefere, assim como eu a versão impressa, é possível encontrá-la no site amazom.com a preço acessível, embora a postagem acabe saindo mais cara do que o próprio livro.